A grande confusão de Gilmar Mendes
Decano do STF segue tentando tumultuar o caso Master, enquanto a investigação de Moraes por mensagens de Vorcaro vai ficando para depois
Gilmar Mendes (foto) voltou a usar seu bordão em alemão, “eine grosse Konfusion”, para defender, na trágica sessão de 15 de setembro, que o relatório que indicou Alexandre de Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro fosse julgado junto com as acusações vazias de Moraes contra André Mendonça.
Mas quem vem fazendo uma grande confusão para evitar a investigação do ex-relator do inquérito das fake news foi o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), auxiliado por Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Depois que esses três ministros do STF pediram acesso a mais dados do celular de Vorcaro, vazaram trechos de conversas que implicariam com o ex-dono do Banco Master os ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux — muito frágil no caso dele, aliás — e até o próprio Gilmar.
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Nunes Marques
O caso mais complicado é o de Nunes Marques, que teria uma “turma”, com desembargador e advogados, com expectativa de receber 427 milhões de reais após o ganho de algumas causas.
Após o surgimento dessa informação, Gilmar pediu para que o caso em questão, que está na Segunda Turma do STF, ser julgado no plenário do tribunal.
O caso diz respeito a uma possível indenização da União para uma usina do setor sucroalcooleiro, por prejuízos decorrentes da política de preços adotada pelo extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O julgamento trata de um recurso que discute a necessidade de realização de perícia individual para comprovar o prejuízo concreto sofrido por cada usina.
Pelo que indicam as mensagens de celular, a “turma do KN” celebrou uma vitória por 3×2 em um dos casos na Segunda Turma, com “um excelente voto do Min. Nunes Marques”.
Votaram contra apenas Gilmar e Mendonça. O total da causa, que envolve 12 processos, seria de 8,5 bilhões de reais, e os 427 milhões corresponderiam a 5% desse valor.
TSE
Nunes Marques disse em nota que “nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro”, mas preferiu não participar da deliberação que pode levar à investigação de Moraes, mencionando o fato de presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Gilmar apontou, no fim de semana, o “grave risco” de “politização da Justiça Eleitoral”. Dias antes, mensagens de celular trocadas entre ele e Nunes Marques indicaram pressão do decano para que o colega deixe o comando do TSE: “Vc tem de sair do tse tambem”.
A ironia é que, enquanto acusava os outros de atuar com interesses eleitorais, o decano atravessava o TSE para liberar o reajuste eleitoreiro do Bolsa Família usando um processo que estava arquivado.
Enfim, uma grande confusão.
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Comentários (1)
Juarez Borges
23.09.2026 14:56GM é o verdadeiro cancer do judiciario e do Brasil