A pior parte da sabatina de Lula não foi negar conhecer lobista
Apesar das várias fotos do petista ao lado de Luchsinger, que ele disse não conhecer, a parte econômica da entrevista ao JN foi muito pior
A sabatina de Lula no Jornal Nacional repercute intensamente nas redes sociais com as fotos do presidente ao lado da lobista Roberta Luchsinger, suspeita de atuar com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nos gabinetes de Brasília para conseguir contratos.
A repercussão ocorre porque o petista negou conhecer a amiga do filho, apesar de a própria Luchsinger encher seu perfil no Instagram de fotos ao lado de Lula.
Pode ser que, de fato, Lula nunca tenha prestado atenção à lobista, entre tantas outras pessoas com quem tira foto. Ou ele simplesmente mentiu, o que não seria uma novidade.
Mas essa não foi a pior parte da sabatina, e nem sequer a pior mentira.
Responsabilidade fiscal
“Se tem uma coisa [em] que eu balizo minha vida, se chama responsabilidade fiscal”, declarou Lula quando questionado sobre o aumento galopante da dívida pública em seu terceiro mandato.
Apesar de ser mentirosa, a declaração não surpreende, porque o programa de governo apresentado pelo presidente para buscar um quarto mandato já trazia as mesmas mentiras contadas por Lula.
O petista repetiu motes velhos em sua defesa, como o fato de a dívida pública dos Estados Unidos ser maior do que a do Brasil — sem mencionar que nossa moeda não é o dólar —, e atribuiu o crescimento da dívida aos juros altos, omitindo, como de costume, que a Selic atingiu o valor recorde de 15% ao ano por causa dos gastos irresponsáveis de seu próprio governo.
Mentiras
Lula disse ainda que sua gestão fechará o ano com um mínimo superávit, sem mencionar, naturalmente, que isso ocorrerá à base de truques contábeis, que tiram da conta determinados gastos, e voltou a se fazer de valente na relação com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A verdade é que Lula fez no terceiro mandato o mesmo que tinha feito nos primeiros: governou de olho no próprio prestígio, trabalhando para passar uma sensação de prosperidade ao custo do futuro do país, que terá de lidar com um ajuste fiscal drástico a partir de 2027.
Seu próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem afirmado por aí que isso precisará ser feito, e tenta convencer os agentes econômicos de que o presidente está comprometido com essa missão.
Basta assistir ao que o próprio Lula diz, contudo, para saber que se trata de mais uma mentira.
Leia mais: Lula, Alcolumbre e Motta juntos, até que as emendas os separem
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Jorge Irineu Hosang
28.08.2026 15:58Além de corrupto, mal educado. Deu a entrevista usando chapéu!!