Crusoé: A bizarra eleição dos candidatos com papéis trocados
Lula e Flávio decidiram adotar posições do oponente para se desviar das críticas e tentar conquistar eleitores. Mas nada disso importa
O presidente Lula defendeu a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 em casos de crimes hediondos durante entrevista ao Jornal Nacional na quinta, 15.
Flávio Bolsonaro votou a favor do fim da escala 6X1 esta semana.
Lula discursou a favor do empreendedorismo e apresentou um projeto de lei para ajudar os microempreendedores individuais.
Flávio Bolsonaro prometeu não acabar com os programas sociais deste governo, como o Bolsa Família.
Lula disse que sua campanha teria um novo lema: “Para o bandido, prisão“.
Flávio Bolsonaro falou em ampliar o papel da Caixa Econômica Federal, um banco estatal, para que se torne “o Itaú da favela” ou o “Bradesco da periferia“.
Lula tem defendido o equilíbrio nas contas públicas: “Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal sou eu“.
Flávio Bolsonaro disse que, se eleito, vai garantir os reajustes para os aposentados e não pretende desvincular o salário mínimo da inflação.
Nada disso tem a menor importância.
Faltando poucos dias para o segundo turno, Lula e Flávio decidiram adotar posições do oponente para se desviar das críticas e tentar conquistar eleitores.
É isso que leva Lula a aparecer como um presidente preocupado com o combate ao crime. E que faz Flávio defender políticas assistencialistas e estatizantes.
Nenhum deles se move por convicção…
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Comentários (1)
Fátima Lopes
16.10.2026 15:02Agora é tudo pra ficar