Flávio Bolsonaro é um maracujá murcho, mas ainda não caiu do pé
Na política, o cheiro de fraqueza não perdoa. Quando o fruto murcha e cai, logo aparece alguém para pisotear
Não entendo patavinas de agropecuária. Claro que não chego a pensar que o leite vem de uma caixinha de papelão, mas sou daqueles que não sabe se determinadas frutas e hortaliças dão no pé ou crescem no solo. Por isso, recorri ao especialista em agronegócio e latifundiário digital, Dr. Google, para entender o porquê de alguns maracujás – fruta que detesto, aliás – serem murchos e enrugados. Eis o que aprendi: “O fruto do maracujá murcho e a casca enrugada podem ser resultados de ataque de pragas ou insetos, especialmente o percevejo, que suga a seiva do fruto e injeta uma toxina mortífera.”
Pois bem. Flávio Bolsonaro, ou Flavinho Racha Master Tarantino Wonka para os íntimos (Racha por causa das rachadinhas em seu gabinete na Alerj, quando era deputado estadual; Master por causa da bufunfa milionária pedida – e recebida – a Daniel Vorcaro; Tarantino porque o bolsokid jura que o dinheiro mendigado foi para produzir o filme do pai; Wonka em alusão a Willy Wonka, da Fantástica Fábrica de Chocolates, em referência à loja que tinha e que vendia panetones de chocolate – inclusive fora de época – como nenhuma outra, sobretudo em dinheiro vivo), vem se transformando num maracujá murcho.
Longe de estar fora da corrida eleitoral ou de não ter chance de ser eleito presidente da República em outubro que vem, a verdade é que, somados: 1) a incapacidade ampla, geral e irrestrita; 2) os enroscos de ordem jurídica; 3) o passado ligado a rachadinhas e a milicianos; 4) a herança maldita do pai; 5) o irmão Pateta, segundo Ronaldo Caiado, Dudu Bananinha; 6) o aliado que não gosta de mulher votando, o neto de ditador e ideólogo bolsonarista Paulo Figueiredo; e 7) o conflito com a madrasta Micheque, ops!, Michelle, o filho 01 de Jair Bolsonaro vem se distanciando do favoritismo que já teve meses atrás.
Cai, cai, balão
Sem conseguir formar uma frente ampla com os partidos do Centrão, especialmente Republicanos, PP e União Brasil (estes dois últimos federados); sem contar, ao menos no primeiro turno, com PSD e Novo, que têm candidaturas próprias; sem o apoio contundente de lideranças da oposição – Nikolas Ferreira é um exemplo -; e sem palanques regionais fundamentais até o momento, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, acaba de assistir, ao vivo e em cores, para todo o Brasil, à ex-ministra da Agricultura de seu pai, a senadora Teresa Cristina, dizer-lhe “não” como possível candidata à vice na sua chapa.
Para piorar, rumores cada vez mais frequentes sobre um suposto vídeo íntimo, provavelmente de cunho erótico ou com algum conteúdo comprometedor, deixaram os bastidores da política e começaram a circular também pelas redações Brasil afora. E, por último, mas não menos importante, uma nova fala desastrosa sobre urnas eletrônicas ganhou as manchetes, reforçando ainda mais a associação entre Jair-pai e Flávio-filho como agentes golpistas e políticos negacionistas. Parafraseando uma antiga propaganda de TV: “Tá fácil pra ninguém”. Não à toa, os próprios aliados tirando proveito.
Ronaldo Caiado partiu para cima, publicando mensagens em que reprova o ataque às urnas. Romeu Zema, que já havia criticado Flávio pelo pedido de dinheiro a Vorcaro, voltou a “bater” no rival. Mas chama muito a atenção a velocidade com que a candidatura bolsonarista começa a desidratar. Na política, o cheiro de fraqueza não perdoa. Quando o maracujá murcha e cai do pé, logo aparece alguém para pisotear. Ao que parece, Flávio Bolsonaro pode estar sendo carcomido pelos “insetos” ao seu redor muito antes de a campanha começar. Nessa toada, mesmo com todo o telhado de vidro lulopetista, não haverá inseticida que dê jeito.
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Comentários (1)
Ita
22.07.2026 16:22Gostei. kkkkkkkkkkk