STF se tornou a maior ameaça desta eleição
Lulistas apontam para a ameaça americana, mas são ministros do Supremo que despontam como mais dispostos a interferir no resultado eleitoral
A campanha presidencial de 2022 decorreu sob o discurso de desconfiança de Jair Bolsonaro em relação ao sistema eleitoral. Depois de perder a eleição, o ex-presidente foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes mesmo de ser condenado por tentativa de golpe de Estado, junto com a cúpula de seu governo, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por colocar o sistema de votação sob suspeita diante de embaixadores estrangeiros.
Neste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) até recrutou fiscais para acompanhar a votação, mas as desconfianças sobre a urna eletrônica, tão disseminadas por seu pai quatro anos atrás, não se comparam à desconfiança gerada pela atuação de dois ministros do STF nesta campanha.
Flávio Dino (foto) e Gilmar Mendes nem se preocuparam em disfarçar a disposição para ajudar a desesperada campanha eleitoral de Lula, em processos para os quais foram escolhidos pelos aliados do petista a dedo, e nos quais decidiram de modo totalmente anormal, mesmo para o anormal STF.
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A ameaça americana
Enquanto Lula é escancaradamente ajudado por ministros do STF, seus aliados e apoiadores apontam o dedo para a ameaça americana. O PT pediu diretamente a Dino a instauração de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar indícios de interferência estrangeira nas eleições.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, reforçou as suspeitas, ao apresentar notícia-crime à PF e ao Ministério Público Federal (MPF) em que pede a abertura de investigação sobre suposto financiamento de uma “agenda de extrema-direita“ no Brasil pelo governo de Donald Trump.
Está traçado, portanto, no mínimo, um discurso para a possível derrota de Lula na eleição deste ano, e, no máximo, uma contestação formal no caso de vitória de Flávio.
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Trump
Trump, de fato, tem jogado com as eleições de outros países, e não apenas na América Latina.
No caso do Brasil, o presidente americano estranhamente não tomou um lado. Só falou no assunto quando questionado pela mídia brasileira, e de forma superficial.
Pode ser uma estratégia de apoio a Flávio, já que o melhor momento de Lula nos últimos meses ocorreu durante a utilização do oportunista discurso de soberania nacional contra Trump.
Mas pode ser, também, que Trump queira apenas deixar a porta aberta para entendimento com Lula em caso de reeleição. Não seria a primeira vez, pois já ocorreu na Assembleia Geral da ONU.
Ameaça interna
Não se pode descartar, de qualquer forma, alguma reação americana a depender do desfecho da eleição. Mas é difícil identificar alguma influência estrangeira durante este processo eleitoral.
Aliás, em 2025, quando ainda era presidente do STF, o ministro aposentado Luís Roberto Barroso disse, durante evento nos Estados Unidos, que o Brasil teve um “decisivo apoio dos Estados Unidos à institucionalidade e à democracia brasileira em momentos de sobressalto”.
“Eu mesmo, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, estive com o encarregado de negócios americanos. Estive muitas vezes, mas, em três vezes, eu pedi declarações dos Estados Unidos de apoio à democracia brasileira, uma delas do próprio Departamento de Estado. E acho que isso teve algum papel, porque os militares brasileiros não gostam de se indispor com os Estados Unidos, porque é aqui que obtém os seus cursos e os seus equipamentos”, completou Barroso.
Hoje, esses mesmos militares não soam como ameaça. Mas um apelo do governo Trump por democracia e respeito às instituições provavelmente seria tratado pelos lulistas como ameaça.
É incontestável, contudo, que a porção mais politicamente disposta do STF tomou medidas para influenciar diretamente a corrida eleitoral e já se muniu de instrumentos para estender a disputa pela Presidência da República caso o resultado não lhe agrade. Tudo sempre em nome da democracia.
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Comentários (2)
Annie
03.10.2026 15:48Imagina daqui a 4 anos se Lula ganhar vai virar a ditadura do ST F por isso vou de 22.
Claudemir Silvestre
03.10.2026 13:29Parece que a verdadeira ameaça as Eleições no Brasil, NUNCA foi Bolsonaro !!! A verdadeira ameaça às Eleições no Brasil agora ficou clara para todos !!!