51% acham que ministros do STF decidem mais por interesse próprio, aponta pesquisa
Somente 7,3% dos entrevistados na pesquisa Meio/Ideia revelaram ter "muita" confiança no STF
Pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, 9, aponta que 51,6% dos brasileiros acham que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidem mais por interesse próprio do que pela lei.
Apenas 10,9% dos entrevistados discordam da afirmação, enquanto 23,9% não concordam nem discordam.
Não sabem ou não opinaram são 13,6%.
O questionamento foi realizado em meio à escalada da crise no STF após a divulgação das mensagens enviadas por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
Grau de confiança no STF
Somente 7,3% dos entrevistados revelaram ao instituto ter “muita” confiança no STF e 31,2% disseram ter “alguma” confiança na instituição.
Por outro lado, 28,4% dos respondentes afirmaram ter “pouca” confiança na Corte, enquanto 21,3% revelaram não ter “nenhuma” confiança na instituição chefiada por Edson Fachin.
Vorcaro e Moraes
Sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, 76,3% dos entrevistados confirmaram ter ouvido falar nos contatos entre eles.
Para 30%, a relação entre o ministro do STF e o ex-controlador do Banco Master é um “problema do Supremo Tribunal Federal como instituição”, enquanto 18,2% dizem se tratar de um “problema de um ministro em particular”.
A maioria (40,5%) acredita que é um problema dos “dois igualmente”.
Não sabem ou não responderam são 11,3%.
A pesquisa
O instituto Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas entre 4 e 7 de setembro de 2026.
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07935/2026.
Xerife suspeito
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes cita frequentemente a necessidade de uma “democracia defensiva” ou “democracia militante”, com o uso até mesmo de remédios amargos contra ameaças para preservar as instituições.
É o que se convencionou chamar de Direito Xandônico, que inclui métodos como censura, intimidação, submissão dos juízes de primeira instância, invenção de crimes não previstos na legislação, desprezo pelos juízes naturais e discursos heróicos para a imprensa chapa-branca.
Para observadores atentos, a atuação de Moraes já demonstrava que a democracia é que precisava se defender de Xandão, e não o contrário.
A quebra de sigilo das investigações do Banco Master na terça, 1º de setembro, feita pelo ministro André Mendonça, reforçou essa sensação.
As dezenas de mensagens entre o juiz e o banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele pode ter cometido diversos crimes, como advocacia administrativa, obstrução de Justiça e corrupção passiva.
Seu futuro e a credibilidade do STF agora dependem das atitudes que os demais integrantes da Corte tomarão nos próximos dias.
Leia mais em Crusoé: Xerife suspeito
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Comentários (1)
É muito maior esta porcentagem! O STF atua politicamente e não é de agora...