“A candidatura é irreversível”, diz Sergio Moro
Senador lidera pesquisas no Paraná, mas enfrenta resistência do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, que recusa apoio à candidatura
O senador Sergio Moro (União Brasil) declarou nesta segunda-feira, 9, que sua candidatura ao governo do Paraná não será abandonada, a despeito do conflito interno na federação União-PP, com o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, manifestando oposição ao apoio da legenda ao ex-juiz na disputa de 2026.
“A candidatura é irreversível. Isso foi declarado pelo próprio presidente do nosso partido (União). O que a gente está preocupado é em apresentar um projeto consistente e técnico para a população paranaense”, afirmou Moro em entrevista à rádio Massa FM Cascavel.
O processo de formalização da federação já foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a divergência sobre o Paraná se tornou um dos principais obstáculos para a consolidação do acordo nacional.
Disputa por acordos regionais
Moro sustenta que existe um compromisso prévio do PP em apoiar sua candidatura no estado. Em entrevista concedida em 2024, o senador cobrou o cumprimento do acordo e questionou a capacidade do Progressistas de apresentar um nome competitivo para a disputa.
“No Paraná, havia um acordo prévio do PP de que haveria o apoio à minha candidatura. A gente espera que seja cumprido. Eles não têm candidato competitivo para apresentar”, disse na ocasião.
As pesquisas de intenção de voto colocam o ex-juiz na liderança da corrida pelo Palácio Iguaçu. A vantagem nas sondagens tem sido utilizada por Moro como argumento para reforçar a viabilidade de sua candidatura, mesmo diante da resistência interna na federação.
Articulações da oposição e do governo
Enquanto o União Brasil e o PP negociam, a oposição de esquerda já definiu seu caminho. Representantes do diretório estadual do PT anunciaram apoio ao deputado estadual Requião Filho (PDT). A estratégia inclui a ministra Gleisi Hoffmann (PT) como candidata ao Senado, formando uma chapa que busca unificar o campo progressista no estado.
Do lado do governo estadual, o governador Ratinho Júnior (PSD) ainda avalia quem será seu sucessor. Três nomes do PSD estão em análise, com destaque para o secretário das Cidades, Guto Silva, considerado o mais próximo do atual mandatário. A definição do PSD pode alterar o equilíbrio de forças na disputa.
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Comentários (3)
Rosa
09.02.2026 20:44Moro não é bom em escolher partido político
Fabio
09.02.2026 19:34Escolheu o time errado, Moro...
Osmair Mendonça
09.02.2026 19:27Ou o PP apoia o Moro ou perde e fica de fora.