A sugestão de Gilmar para conter a crise no STF
Decano tenta proibir delegados da Polícia Federal de atuarem nos gabinetes dos ministros da Corte
O decano Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma sugestão para conter a crise no tribunal: proibir delegados da Polícia Federal de atuarem nos gabinetes dos magistrados.
A ideia, que já vinha sendo defendida pelo ministro em função da crise entre a direção da PF e o ministro André Mendonça, ganhou força após os novos vazamentos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro e a retirada do sigilo das investigações.
Segundo a Folha de S.Paulo, há cinco delegados da PF cedidos ao STF neste momento, sendo que dois estão a disposição do gabinete de Mendonça.
Para Gilmar, os delegados que atuam junto a ministros do STF podem interferir na condução das investigações de olho em benefícios políticos.
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Tensão entre Mendonça e Andrei Rodrigues
A cúpula da Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça vivem um momento de tensão institucional por discordâncias na condução de inquéritos.
Mendonça determinou que a PF encaminhe todos os documentos brutos das investigações sobre o escândalo no INSS. No mês passado, o magistrado já havia ordenado que qualquer alteração na equipe responsável pelo caso dependesse de sua autorização prévia.
A crise se agravou após a PF pedir a abertura de um inquérito para apurar a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes. Com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o caso foi distribuído a Mendonça, relator da investigação principal sobre as fraudes no INSS.
Outro fator que escalou a crise foi surgimento do nome de Andrei Rodrigues nos vazamentos relacionados ao inquérito do Banco Master.
M mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro apontam que o banqueiro fez referência à necessidade de obter “proteção de Andrei e de Paulo” antes de ser preso.
Segundo o relatório policial, os nomes fazem referência ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
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Comentários (1)
Nina de Paula Brito de Miranda
03.09.2026 17:59Genialidade jurídica do Brasil. Isso explica por que chegamos onde chegamos?