Acordo Mercosul-UE é “passo importante para um mundo mais unido”, diz Motta
Presidente da Câmara afirmou ainda que o tratado comercial trará "oportunidades significativas" para os produtores brasileiros
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) comemorou nesta sexta-feira, 9, a aprovação pela União Europeia (UE) do acordo de livre comércio com o Mercosul – bloco econômico formado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Segundo o parlamentar, o acordo é um “passo importante para um mundo mais unido, próspero e justo“.
A União Europeia aprovou o tratado comercial após mais de 25 anos de negociações. A decisão foi tomada por maioria qualificada de embaixadores dos 27 Estados-membros reunidos em Bruxelas, abrindo caminho para que o pacto seja assinado já na próxima semana entre a UE e o Mercosul.
O acordo é considerado o maior já firmado pela UE em termos de redução de tarifas e cria uma ampla zona de comércio que envolve cerca de 780 milhões de pessoas. Enquanto o texto segue para possíveis ratificações no Parlamento Europeu e nas legislaturas nacionais, a medida já provoca reações distintas entre setores políticos e produtivos.
Motta se manifestou pelo X. “Foi a abertura entre as nações que elevou a civilização, ampliou a prosperidade e reduziu conflitos ao longo da história. Num mundo tentado pelo unilateralismo e pelo protecionismo, devemos redobrar a aposta na cooperação internacional”, escreveu.
“Por isso, em nome da Câmara dos Deputados, celebro o acordo entre o Mercosul e a União Europeia como um passo importante para um mundo mais unido, próspero e justo. O acordo trará também oportunidades significativas para nossos produtores, gerará empregos, atrairá investimentos e fortalecerá nossa inserção na economia global“, complementou.
O tratado reduz tarifas sobre bens industriais europeus como carros, máquinas e produtos farmacêuticos e concede maior acesso ao mercado europeu para itens agrícolas e industriais do Mercosul, como carne, açúcar e etanol.
Dentro da UE, a votação final não estava garantida até poucas horas antes da aprovação no encontro de Bruxelas. Países como França e Irlanda anunciaram que iriam votar contra, manifestando preocupação com os efeitos sobre os seus agricultores.
Produtores europeus reclamam que a entrada de mais produtos sul-americanos, especialmente carnes, pode pressionar preços e dificultar competir sob regras diferentes de produção.
Às vésperas da votação do acordo, agricultores intensificaram protestos com bloqueios de estradas na França, na Bélgica e na Polônia.
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Comentários (1)
Edson Barbosa
09.01.2026 11:53E aí mottinha, e bozoestúpidos de todo o país, ( principalmente os AGROS e os BANQUEIROS ), vão agradecer ao LULADRÃO ou não ??????