Alcolumbre aposta nos traidores do PL para se manter no cargo
Presidente do Senado acredita que pode ter até cinco votos do partido de Jair Bolsonaro a favor da sua reeleição
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aposta que conseguirá ser reeleito ao cargo com a ajuda de até cinco votos do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas contagens de Alcolumbre, ele acredita que hoje tem em torno de 48 votos a favor de sua recondução ao cargo O atual presidente do Senado conta não somente com o apoio do Palácio do Planalto como também de siglas como o PSD, de Gilberto Kassab, e de alas do União Brasil, do PP e até do Republicanos.
Seu principal concorrente, neste momento, deve ser o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (RN). O ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro vai lançar sua candidatura nesta quarta-feira, 4.
Como mostramos nesta terça-feira, aliados de Marinho contam com pelo menos 39 votos a favor de uma candidatura de oposição.
Nessa conta estão, por exemplo, 28 votos do próprio PL. Um vigésimo nono, o do senador Eduardo Gomes (PL-TO), é dúvida. Durante o final de semana, circulou a informação de que ele estaria de malas prontas para o PSD de Gilberto Kassab. Nem o PSD, nem o próprio Gomes confirmam, ao menos por enquanto, a mudança.
Saiba mais: Vou indicar Rogério Marinho para Presidência do Senado, diz Flávio
Nessa lista, o PL também conta com dois votos do PP: um do senador eleito Guilherme Derrite (SP) e outro de Tereza Cristina (MS), que também pretende disputar a presidência da Casa.
Os votos de Republicanos, Novo e até do MDB
Além dos 30 votos de PL e PP, o partido conta com pelo menos cinco votos do Republicanos: Damares Alves (DF), Alan Rick (AC), Evair de Mello (ES), Hamilton Mourão (RS) e Mara Rocha (AC).
A esses votos também se somam os três do partido Novo: Deltan Dallagnol (PR), Lahesio Bonfim (Novo) e Marcel Van Hattem (RS).
Na semana passada, o senador do MDB de SE Alessandro Vieira já deixou claro na tribuna que não votará em Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Assim, são pelo menos 39 votos a favor de um candidato da oposição.
Outros nomes ainda são apontados como possíveis votos para Marinho, embora não haja uma certa absoluta de que eles poderiam integrar a oposição como no caso de Styvenson Valentim (Podemos), por exemplo.
Outra possibilidade é o senador Mauro Mendes (União). Apesar de ele integrar o partido do atual presidente do Senado, e do próprio partido ter fechado questão pró-Alcolumbre, há dúvidas se ele irá acatar a orientação partidária.
O acordo que pode salvar Marinho e Tereza Cristina
Outro ponto que tem deixado Alcolumbre otimista é o racha entre Tereza Cristina e Rogério Marinho. Aliados de Alcolumbre afirmam que, se os dois não entrarem em acordo para uma chapa conjunta, crescem as chances do atual presidente do Senado.
Na semana passada, Tereza e Marinho se reuniram para tentar chegar a um acordo, mas não houve consenso. A expectativa é que os dois voltem a conversar na próxima semana.
Uma das propostas para que os dois lancem uma chapa única que, se Marinho disputar a Presidência do Senado, ele apoiará Tereza para o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso Tereza seja a candidata ao comando da Casa, Marinho ficaria com o apoio dela para presidir o colegiado.
O arranjo tem precedente. Quando Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disputou e venceu a eleição para a Presidência do Senado, em 2021, Alcolumbre foi escolhido para comandar a CCJ.
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Comentários (3)
Sandra
04.11.2026 16:05Tomara que entrem em acordo, não dá pra manter o Alcolumbre
Sandra
04.11.2026 16:05Tomara que entrem em acordo, não dá pra manter o Alcolumbre
Inaceitável!!!!!!!!