Anielle Franco cogita processar vice do PT por convite a Silvio Almeida
Quaquá convidou o ex-ministro, acusado de assédio sexual, para projeto em Maricá; caso pode ser levado ao Conselho de Ética do partido
A decisão do vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, de convidar o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, para coordenar iniciativas culturais em Maricá (RJ) provocou uma crise interna no partido.
A ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, apontada como uma das vítimas de importunação sexual praticada por Almeida, entrou em contato com correligionários para avaliar as medidas cabíveis e considera abrir representação contra Quaquá no Conselho de Ética petista.
O convite e a repercussão interna
No último fim de semana, Quaquá posou ao lado de Silvio Almeida em São Paulo e o descreveu como “grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”.
Na segunda-feira, 13, o prefeito de Maricá confirmou pelas redes sociais o convite para que o ex-ministro coordene o futuro Museu da Contribuição Africana ao Brasil, entre outros projetos culturais e acadêmicos no município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Segundo o Estadão, a reação foi imediata dentro do PT. Dirigentes da cúpula do partido admitiram que o gesto “pega muito mal” e classificaram as publicações de Quaquá como “provocações diretas a Anielle”. Procurado, o vice-presidente nacional do PT não se manifestou até o fechamento da reportagem. A ex-ministra também não comentou publicamente.
Histórico de atritos e o caso Silvio Almeida
Silvio Almeida foi demitido do governo federal em setembro de 2024 após denúncias de assédio sexual divulgadas pela ONG Me Too Brasil. A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu investigação sobre o caso. Almeida nega todas as acusações.
Este não é o primeiro conflito entre Quaquá e Anielle Franco no âmbito partidário. Em janeiro de 2026, a ex-ministra já havia representado o dirigente no Conselho de Ética do PT.
Na ocasião, o motivo foi a defesa pública que Quaquá fez dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão — condenados cerca de um mês depois como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, irmã de Anielle, e do motorista Anderson Gomes.
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Comentários (2)
Emerson
17.04.2026 15:41Vcs são petista , vcs que se entendam.
Emerson
17.04.2026 15:41Vcs são petista , vcs que se entendam.