Aproximação com militares foi “um dos maiores erros” de Bolsonaro, diz Carluxo
Pré-candidato ao Senado por SC afirma ter “certeza absoluta” de que Flávio não fará “militarização em torno de si”
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a aproximação das Forças Armadas com o governo Jair Bolsonaro foi “um dos maiores erros” da gestão do ex-presidente. Segundo ele, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não deve repetir esse modelo caso avance na disputa pelo Palácio do Planalto.
A declaração foi feita em 26 de junho, durante visita a Timbó (SC), e passou a circular neste fim de semana nas redes sociais.
Em sua fala, o pré-candidato ao Senado por SC afirmou que a participação de militares no governo do pai ocorreu pela falta de uma estrutura política formada naquele momento.
“Eu acho que colocar as Forças Armadas perto foi um dos maiores erros do governo Bolsonaro. Mas ele não tinha ninguém que ele conhecia que não fossem as Forças Armadas”, disse.
“Na época, não tinha uma estrutura toda por trás, então ele acabou trazendo para si generais, almirantes, para compor seu ministério”, acrescentou Carluxo.
Segundo o ex-vereador, Flávio deve adotar outro caminho.
“Hoje em dia eu tenho certeza absoluta que Flávio Bolsonaro não fará essa militarização em torno de si, mas de pessoas realmente técnicas, pessoas que entendam o movimento também. Não tão positivistas como eram os militares”, disse.
Críticas a militares
Carlos Bolsonaro tem feito críticas a integrantes das Forças Armadas desde o primeiro ano do mandato do pai.
O ex-vereador já criticou publicamente militares como o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, e integrantes da ala militar do Palácio do Planalto.
Após a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos também atacou o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do pai, a quem atribuiu responsabilidade pelo desfecho judicial.
“Parabéns pelo que fez na história brasileira, Mauro Cid!”, escreveu nas redes sociais um dia depois que o pai foi condenado no STF pela chamada trama golpista.
Durante o governo Bolsonaro, generais como Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente em 2022, tiveram papel central na administração. Outros militares de alta patente, como o general Paulo Sérgio Nogueira e o almirante Almir Garnier, também integraram a cúpula do governo.
A declaração sobre as Forças Armadas ocorre em meio à preparação de Carlos para disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina. O ex-vereador do Rio de Janeiro transferiu o domicílio eleitoral para o estado e afirmou que “renasceu” na região.
Leia também: O mais novo conselheiro de Carlos Bolsonaro
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Comentários (1)
Rosa
12.07.2026 14:15Diz isso porque o pai esperava uma revolta dos militares, com suas armas, para dar o golpe e eles apenas se atiraram nas benesses do poder, aliás como todos os políticos brasileiros fazem, e na hora H.....nada.