Aumento do Bolsa Família não é medida eleitoreira, diz Durigan
Ministro da Fazenda nega caráter eleitoral de reajuste anunciado a 17 dias do primeiro turno
O ministro da Fazenda, Dario Durigan (foto), defendeu o reajuste de 15,04% do Bolsa Família às vésperas das eleições e disse que a medida não representa aumento real do benefício.
O novo piso passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
“Reajuste do Bolsa Família foi pela inflação, não foi real”, afirmou neste sábado, 19, à CNN Brasil.
O governo estima impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de cerca de R$ 22,7 bilhões em 2027.
Segundo Durigan, o aumento será acomodado dentro do Orçamento, sem alterar a trajetória fiscal defendida pela equipe econômica.
Para abrir espaço para o reajuste, o governo pretende reduzir gastos previdenciários. Durigan afirmou que o detalhamento das despesas que serão cortadas será apresentado em 24 de setembro, tanto para este ano quanto para 2027.
“Esses R$ 5,8 bilhões vão sair de algum lugar, e nós vamos acomodar. Já anunciamos o compromisso de, no dia 24 de setembro, mostrar os gastos previdenciários que vão sair de cena para dar lugar ao Bolsa Família para esse ano, e a mesma coisa para ano que vem”, disse.
O ministro também negou que o reajuste tenha objetivo eleitoral.
O anúncio ocorreu 17 dias antes do primeiro turno e provocou críticas de adversários do governo.
“Se fosse eleitoral, nós teríamos feito antes”, afirmou Durigan.
Durigan disse ainda que o governo reduziu o número de famílias atendidas após revisar os cadastros do Bolsa Família.
Segundo ele, o programa terminou 2025 com 18,7 milhões de famílias, abaixo dos 21,9 milhões registrados na transição entre os governos.
Leia também: STF considerou inconstitucional aumento de Bolsa Família às vésperas das eleições
Decisão de Gilmar
Como noticiamos, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), validou o reajuste do Bolsa Família promovido pelo governo Lula e afastou a alegação de violação às restrições eleitorais previstas na Lei das Eleições.
O ministro atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) protocolado mais cedo.
Para Gilmar, a correção corresponde à recomposição da inflação acumulada, sem aumento real, e integra a continuidade do cumprimento de uma ordem do STF sobre a implementação da renda básica.
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Comentários (1)
Marian
19.09.2026 15:20Parece compra de votos, mas é super normal um reajuste de benefício a 2 semanas da eleição, é ou não é?