Bolsonaro “sara na hora” se deixar prisão domiciliar, diz Valdemar
Presidente do PL afirmou que o ex-presidente "sairia pulando de alegria"
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto (foto), afirmou nesta quarta-feira, 8, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recuperaria a saúde imediatamente caso deixasse a prisão domiciliar.
Segundo Valdemar, o ex-presidente sairia “pulando de alegria”.
“Ele está com a saúde complicada por causa da situação que ele está. Porque é difícil para o camarada sustentar isso. (…) Sai de lá pulando de alegria. Sara na hora”, disse em um almoço promovido pelas frentes parlamentares do agronegócio, do empreendedorismo, do comércio e serviços e do livre mercado, em Brasília.
Questionado sobre a possibilidade de Bolsonaro disputar as eleições, o presidente do PL comparou a situação do ex-presidente com a de Lula.
“Quando o Lula estava preso 580 dias, você imaginava que ele fosse ser candidato à Presidência da República? Tudo pode acontecer. E quem deu esse direito para o Lula? O ministro Fachin, que é um homem de bem, um homem de respeito.”
Busca e apreensão
Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira, 8.
Desde a semana passada, a defesa do ex-presidente vem apresentando versões contraditórias sobre a quantidade de armas que estão em posse de Jair Bolsonaro.
Esse dado é tido como fundamental por Alexandre de Moraes para manter ou não a prisão domiciliar do ex-presidente da República.
Defesa de Bolsonaro
Em nota, o advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Jair Bolsonaro, classificou a operação como “invasiva” e afirmou que a maior parte das dez armas relacionadas na decisão judicial já estava armazenada no Batalhão de Polícia do Exército (BPE), em Brasília.
“Das dez armas, duas já haviam sido entregues à PF ainda em 2023, por determinação do TCU, visto que haviam sido presenteadas pelo governo dos Emirados Árabes Unidos”, diz o texto.
Segundo Bueno, outra arma era a que já havia sido apreendida anteriormente com um dos seguranças de Bolsonaro.
“Uma quarta arma, não localizada no BPE, tratava-se de uma espingarda que foi presenteada ao Presidente quando ainda no mandato, por uma empresa da cidade de Caxias do Sul/RS. A tramitação burocrática para registro da arma foi regularmente feita, somente após o que seria permitido sua retirada, fato que acabou por não ocorrer, de sorte que a peça estava registrada em nome do Presidente sem, contudo, jamais haver ingressado em sua posse.”
Bueno concluiu o texto afirmando que já havia informado previamente Moraes sobre a localização e a situação dos armamentos.
“Todos estes esclarecimentos já haviam sido prestados por mim antes da diligência de hoje que, ao final, prestou-se a ratificar o quanto dito pela defesa, não havendo, desta forma, nenhuma irregularidade no que toca ao acervo de armas do Presidente”, disse.
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
08.07.2026 17:40Não precisa ser Valdemar da Costa Neto para saber disso, repito isso todos os dias, a toda hora. É tudo teatro. E se tiver chance vai tentar dar outro golpe. MALDITO SEJA para todo o sempre!!!!