Caiado viraliza com bronca em podcaster por discurso contra vacinas
Ex-governador incomodou os críticos das vacinas de Covid ao dizer que elas não devem ser criticadas sem base científica
Uma compilação de trechos da entrevista do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) ao podcast IronTalks viralizou com os momentos em que o pré-candidato à Presidência da República confronta seu entrevistador, Felipe Sestaro, pelo discurso contra as vacinas para combater Covid.
“Qual é o princípio básico nosso, como médico? Nosso juramento de Hipócrates? Salvar vidas. Segundo lugar: qual é o princípio básico na saúde onde você tem um vírus que tem uma potencialidade enorme, de levar a óbito e que você não tem como tratá-lo?”, questiona Caiado.
Depois que Sestaro, que ostenta uma formação em medicina em Moscou, reconhece que é o isolamento, o ex-governador justifica sua decisão de instituir o isolamento social em Goiás.
“Eu ligava para colegas meus no exterior: ‘E aí?’. ‘Governador, nós não temos ainda um protocolo’. É uma situação desesperadora. Então, você acha que se nós não acreditássemos na ciência, na pesquisa, e se o mundo não tivesse desenvolvido vacinas, você acha que teria um ser humano na terra? Teria um ser humano na terra se não existissem vacinas ou nossa a humanidade seria dizimada no mundo?”, questionou Caiado, acrescentando que as vacinas não podem ser impostas, mas argumentando que “ela tem as regras dela, ela é testada dentro daquilo” e questionando: “Se você não acredita na ciência, você vai acreditar no quê?”.
Debate
Sestaro retrucou dizendo que “a humanidade sobreviveu milênios e milênios e milênios sem vacina vacina”, que é “um fenômeno recente” e disse que, apesar de não ser contra as vacinas clássicas, “a gente não pode ser inocente de acreditar que essas indústrias farmacêuticas, que de maneira açodada nos entregaram vacinas experimentais, tinham a melhor das intenções, senão a Astrazeneca ainda estava no mercado, e está fora, a Jansen estava no mercado, e está fora”.
“Milhares de mortes correlatas a o quê? A esse tipo de vacina, que era experimental”, argumentou o podcaster.
Caiado retrucou, dizendo que “se uma falhou ou outra não teve a cobertura da extensão de criar anticorpos para poder impedir a virose, isso não quer dizer que foi a vacina que matou a pessoa”.
Segundo o ex-governador, que é cirurgião ortopedista, “ela pode não ter tido o alcance para que desse imunidade ao organismo daquela pessoa”. Caiado mencionou que falou com o então presidente Jair Bolsonaro sobre a vacina na época da pandemia, para dizer que não entendia por que ele comprou as vacinas de tecnologia mais nova apesar de não confiar nelas.
O incômodo
O debate seguiu, com Caiado defendendo o uso de máscaras faciais, a assepsia das mãos e qualquer outro subterfúgio para evitar a contaminação. Mas o que mais incomodou os críticos da vacina de Covid foram os momentos em que o ex-governador desautorizou o podcaster a tratar do assunto.
“Como médico, você tem que ter noções claras do que você fala”, disse Caiado, defendendo que as crianças sejam obrigadas a tomar vacina contra Covid para frequentar creches.
“Porque a hora que seu filho tiver uma pneumonia, você vai atrás do estado dizer: ‘Ele não tem leito de UTI'”, justificou o pré-candidato à Presidência, que retrucou o argumento de que, para seguir essa lógica, seria necessário proibir o consumo de açúcar e álcool, dizendo que “você tem que entender que você não pode falar isso nesse microfone”, e que isso é “um desserviço à saúde”.
A pandemia de Covid marcou um início de distanciamento entre Bolsonaro e Caiado, pelo posicionamento divergente dos dois sobre a melhor forma de enfrentar o vírus.
Quando o ex-governador lançou sua pré-candidatura pelo PSD, os apoiadores do ex-presidente lembraram esse histórico para desqualificar o potencial adversário de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Leia mais: “Não abriremos mão”, diz Caiado sobre o Pix
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Comentários (2)
Rosa
04.06.2026 22:14Que saco esses bolsonaristas! Só transplante resolve......
Angelo Sanchez
04.06.2026 20:13Aqui no Brasil, quem matou muita gente, foi uma CPI que proibiu médicos de tratar precocemente os doentes, por conta de uma perseguição política a Bolsonaro que embora tenha comprado milhões de vacinas, apoiava outros tipos de medicamentos.