Campanha de Lula reúne Haddad e ex-candidatos para traçar estratégia
Nomes que disputaram governos e o Senado participarão de encontro para definir o que fazer para Lula vencer o segundo turno
A campanha do presidente Lula (PT) à reeleição reúne nesta segunda-feira, 5, em Brasília, nomes que disputaram governos estaduais e vagas no Senado neste ano para discutir a estratégia do segundo turno.
O ex-ministro Fernando Haddad (PT) está entre os participantes do encontro, marcado para as 17h, no Hotel San Marco, na Asa Sul. Haddad concorreu ao governo de São Paulo em 2026, mas foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). O candidato à reeleição recebeu 62,65% dos votos válidos (14,4 milhões), e o petista, 36,42% (8,42 milhões).
Lula vai disputar o segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar terminou o primeiro turno como o mais votado, com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), contra 45,16% de Lula (53,87 milhões).
A disputa presidencial de 2026 chegou ao primeiro turno marcada principalmente pela polarização entre Lula e Flávio. Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou 12 candidaturas à Presidência. A chapa de Pablo Marçal (PRTB), inicialmente apresentada, acabou barrada pela Justiça Eleitoral por problemas relacionados à filiação partidária.
Além de Lula e Flávio, concorreram Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata).
Apesar do número de candidaturas, os levantamentos da reta final mostraram Lula e Flávio concentrando a maior parte das intenções de voto.
A campanha também revelou uma divisão regional pronunciada. Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de outubro, Lula aparecia numericamente à frente no Nordeste e no Norte, enquanto Flávio liderava no Sul e no Centro-Oeste e estava numericamente à frente no Sudeste, dentro da margem de erro.
No Nordeste, Lula tinha 62% contra 26% de Flávio; no Sul, a relação se invertia, com 52% para Flávio e 27% para Lula. No Centro-Oeste, o placar era de 45% a 32% para o candidato do PL.
Os demais presidenciáveis tentaram romper essa concentração. Caiado apostou sobretudo em sua experiência como governador de Goiás, Zema na trajetória à frente de Minas Gerais, enquanto Cury e Renan Santos buscaram espaço fora dos dois principais polos. Ainda assim, nenhum deles chegou à reta final com desempenho nacional próximo ao dos candidatos de PT e PL.
Na última pesquisa AtlasIntel antes da votação, inclusive, uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio aparecia em empate técnico: 50,1% a 49,9% dos votos válidos, com margem de erro de um ponto.
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Comentários (2)
Esse radad é um fracasso, só sabe aumentar impostos.
Annie
05.10.2026 12:50Juntar todos os fracassados para darem opinioes sobre como ter sucesso