“Caricatura patética” e “puxa-saco de Trump”, diz Boulos sobre Milei
Integrantes do governo Lula atacaram o presidente argentino após declarações de Milei sobre o petista durante convenção do PL
Não foi apenas o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que atacou o presidente da argentina, Javier Milei, nesta segunda-feira, 27. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, chamou Milei de “caricatura patética“ e “puxa-saco“ do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
As declarações ocorrem após Milei chamar Lula de “presidiário” e se referir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “basura calva” – expressão em espanhol que significa “lixo careca“ -, durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), no sábado, 25.
Ainda no evento, Milei disse que o Brasil “caminha para uma crise de dívida derivada do fato de que Lula não fez o ajuste fiscal que a situação exigia, e agora está piorando para ter chances de vencer”.
Boulos atacou o presidente argentino por meio de publicação no X. “Ninguém leva a sério Javier Milei. Não apenas por ser uma caricatura patética, que envergonha o cargo que ocupa. Mas, acima de tudo, por ser um puxa-saco de Trump. E todos sabem que há quem use e aplauda os puxa-sacos, mas definitivamente não há quem os respeite”, escreveu.
O governo Lula decidiu convocar o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas após as declarações do presidente da Argentina.
Bitelli deve desembarcar em Brasília na madrugada desta segunda-feira, 27. Ainda não há definição sobre quanto tempo permanecerá no Brasil.
Na avaliação de integrantes do governo petista, Milei ultrapassou os limites ao fazer críticas a autoridades brasileiras em território nacional.
Segundo o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou na tarde de domingo, 26, o embaixador da Argentina, Daniel Raimondi, para transmitir a repulsa do governo brasileiro aos “impropérios emitidos por Milei durante a sua visita privada a São Paulo, em 25 de julho, e cobrar explicações sobre o comportamento do mandatário argentino em território brasileiro”.
Ainda de acordo com o Itamaraty, “não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”. “É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, conclui a nota.
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Comentários (1)
Rogério Machado
27.07.2026 14:19ninguém leva sério vc