Caso Ana Clara entra em debate entre Lula e Flávio sobre segurança pública
Petista perguntou sobre defesa de PM acusado pela morte de menina de 5 anos; candidato do PL afirmou que o agente ainda não foi julgado
O presidente Lula (PT) questionou o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre sua atuação na defesa de um policial militar acusado pela morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos. O confronto ocorreu durante o debate da Globo, nesta sexta-feira, 23, em uma discussão sobre segurança pública.
“O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de 5 anos? Explica que segurança é essa?”, perguntou Lula.
Em resposta, Flávio afirmou que o agente ainda não foi julgado e disse acreditar que ele não foi o autor do disparo que matou a criança.
“Eu quero ajudar a senhora inclusive a saber quem foi o autor desse disparo, porque eu tenho a confiança que não foi esse policial, ele sequer foi julgado ainda”, declarou Flávio, dirigindo-se à mãe da menina, que acompanhava o debate.
O policial militar Bruno Dias Delaroli é acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de efetuar o disparo que matou Ana Clara, em fevereiro de 2021, em Niterói (RJ). O caso ainda não foi julgado pelo Tribunal do Júri. Flávio integrou a equipe de defesa do agente e participou de um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que determinou o julgamento popular.
Flávio responsabiliza governo Lula pela violência
Na resposta, Flávio afirmou que a morte ocorreu em uma comunidade dominada pelo tráfico de drogas e responsabilizou o governo federal pelo que considera falta de combate às organizações criminosas.
“Acontece porque o presidente da República não quer combater esses narcoterroristas, esses fuzis que estão aí nessa comunidade. Como é que eles entram no Brasil? As fronteiras estão abertas”, disse.
O candidato prometeu classificar o Comando Vermelho, o PCC e as milícias como organizações narcoterroristas. Segundo ele, a medida permitiria ampliar o tempo de prisão de integrantes desses grupos.
Flávio também defendeu mudanças na legislação penal e prometeu reduzir a maioridade penal para 14 anos em casos específicos, como estupro.
“A redução da maioridade penal vai acontecer finalmente no Brasil com o Flávio Bolsonaro presidente. E não vai ser só para 16 anos, não. Vai ser para 14 anos em casos de estupro, por exemplo”, afirmou.
O candidato ainda prometeu adotar a castração química para condenados por estupro e abuso sexual de crianças.
Candidato promete pena maior para roubo de celular
Durante o embate, Flávio criticou as audiências de custódia e afirmou que pessoas presas por roubo de celular não permanecem na cadeia. Ele prometeu estabelecer pena mínima de oito anos para esse crime e exigir que presos trabalhem para ressarcir o valor relacionado ao delito.
“Eu vou tratar bandido como bandido”, declarou.
O candidato também acusou Lula de defender criminosos e questionou a posição do presidente sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.
A troca de declarações ocorreu durante uma discussão mais ampla sobre segurança pública, que incluiu o controle de territórios dominados pelo crime organizado, o sistema prisional e a redução da maioridade penal.
Enquanto Lula questionou a atuação profissional de Flávio na defesa do policial, o candidato do PL sustentou que o agente ainda não foi julgado e defendeu o endurecimento das políticas de segurança pública.
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Comentários (1)
MARCOS
24.10.2026 10:05LULADRÃO, O LADRÃO QUE ROUBA UM TELEFONE CELULAR NÃO É A VÍTIMA DA SOCIEDADE. A VÍTIMA É O DONO DOCELULAR.