Como Fachin tenta convencer ministros do STF a aceitarem código de conduta
Presidente da Corte nega que iniciativa seja uma ideia dele
De volta a Brasília para contornar a crise provocada pelo ministro Dias Toffoli na condução do caso do Banco Master, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tenta convencer os colegas da necessidade de aprovar um código de conduta.
Segundo a Folha de S.Paulo, o magistrado tentou sensibilizar os colegas, dizendo que a iniciativa é uma demanda da sociedade por mais integridade, não uma ideia dele.
Fachin afirmou que sugestão partiu de entidades como a Fundação FHC (Fernando Henrique Cardoso). Ele também argumentou que ela conta com o apoio da OAB-SP.
Código de Fachin?
O presidente do STF ainda rechaçou a denominação “código de Fachin”, afirmando que tudo será construído a partir de um consenso.
Ele argumenta que o texto continua em aberto, apto a receber colaborações.
Código de conduta
Na despedida do Ano do Judiciário de 2025, Fachin falou abertamente sobre a proposta.
“Não fomos eleitos pelo voto popular, mas somos o poder incumbido pela Constituição de guardá-la e de assegurar sua supremacia. Essa missão exige serenidade, diálogo republicano e compromisso com o sistema de freios e contrapesos, sem o qual a democracia constitucional se enfraquece.
A democracia constitucional é, como já se observou com acerto, uma construção permanente que demanda vigilância institucional, responsabilidade decisória e permanente, atenção à legitimidade das cortes. Cabe-nos, assim, exercer nossas atribuições com rigor técnico, sobriedade e consciência histórica. Não poderia, nessa direção, deixar de fazer referência à proposta ainda em gestação de um conjunto de diretrizes éticas para a magistratura. Considerando o corpo expressivo que vem espontaneamente tomando o tema no debate público, dirijo-me à eminente ministra e aos eminentes ministros e também à sociedade brasileira para dizer que o diálogo será o compasso desse debate.”
“O país precisa de paz”
Segundo Fachin, “o país precisa de paz e o Judiciário tem o dever de semear paz, mas sem ignorar o dissenso, que é elemento vital da democracia”.
“Divergências fundamentadas enriquecem o trabalho jurisdicional, aperfeiçoam a técnica e reforçam a legitimidade das decisões. O diálogo qualificado é instrumento de maturidade republicana. O respeito ao dissenso exige também respeito às decisões regularmente proferidas aos votos divergentes e ao papel de cada instância. A autoridade de uma decisão reside na força da razão pública que a sustenta. No meu modo de ver, assim deve se pautar o nosso caminho”, finalizou o presidente do STF.
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
22.01.2026 10:38QUE VERGONHA!!!! Um presidente do STF ter que criar e aplicar código de conduta aos ministros da Corte. Parece até a professorinha ensinando crianças no jardim de infância a se comportarem. A que ponto chegamos? Já passou da hora de se fazer uma Lava-Toga e uma reforma séria como como limitar o tempo como ministro do STF, no máximo 8 anos. Toffoli, Gilmar, Alexandre de Moraes principalmente envergonha uma instituição que um dia já foi séria. Pelo menos os podres eram bem mais limitados.