CPI do Crime Organizado rejeita relatório de Vieira
Documento pedia indiciamento dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do PGR Paulo Gonet
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou nesta terça, 14, o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O parecer foi rejeitado por 6 votos a 4. O documento pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Além deles, o procurador-geral, Paulo Gonet, também foi alvo do pedido.
Caso fosse aprovado pela maioria da CPI, o pedido poderia levar a uma solicitação de impeachment das quatro autoridades citadas. Esse mecanismo teria que ser apresentado de forma apartada à Mesa do Senado Federal.
Manobra
Na tarde desta terça, 14, a base do governo Lula (PT) no Senado articulou uma alteração na composição da CPI.
Parlamentares que tendiam votar a favor do documento foram substituídos por outros que votarão contra.
Com a articulação da base governista, saíram da CPI Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES). No lugar, também como membros titulares, entraram Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE).
Além disso, Soraya Thronicke (PSD-GO) substituiu Jorge Kajuru (PSD-GO) como titular, e Camilo Santana (PT-CE) entrou no lugar de Randolfe Rodrigues (PT-AP) na suplência.
O placar final, portanto, rejeitou o parecer.
Os ministros do STF
No caso de Toffoli, o documento citava julgamentos em situação de suspeição, decisões e comportamentos que, segundo o relator, indicam conflito de interesses e interferência em investigações.
Já Moraes foi apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório Barci de Moraes, com o Banco Master.
Ele também é acusado de atuar para restringir o alcance das apurações da CPI. Ao decano Gilmar Mendes, o relatório atribuiu conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, comprometendo as investigações realizadas pela comissão.
Em relação ao procurador-geral da República, o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades. Para Vieira, houve falha no cumprimento das atribuições institucionais do PGR.
A CPI do Crime Organizado investigou a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no país.
Nas últimas semanas, ela vinha buscando avançar na apuração das fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O prazo de funcionamento do colegiado era até esta terça, 14.
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Comentários (2)
O Senador Alessandro Vieira é admirável! Tem a coragem de q precisamos! Respeita os brasileiros pagadores de impostos!!!
Marcos
14.04.2026 19:55EU NÃO TINHA NENHUMA DÚVIDA DA REJEIÇÃO. O MEU ORGULHO É NÃO TER VOTADO EM NENHUM CRÁPULA.