CPI do Crime Organizado tenta garantir mais 60 dias de trabalho

06.04.2026

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CPI do Crime Organizado tenta garantir mais 60 dias de trabalho

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Paulo Melo
3 minutos de leitura 06.04.2026 09:00 comentários
Brasil

CPI do Crime Organizado tenta garantir mais 60 dias de trabalho

Senador Alessandro Vieira afirma ter 27 assinaturas para prorrogar comissão que se encerra em 14 de abril; decisão caberá a Davi Alcolumbre

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Paulo Melo
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CPI do Crime Organizado tenta garantir mais 60 dias de trabalho
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Às vésperas do fim do prazo, a CPI do Crime Organizado já reúne 27 assinaturas para tentar prorrogar os trabalhos da Comissão por mais 60 dias. A informação foi divulgada na noite de domingo, 5, pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) na rede social X, em meio à reta final das atividades do colegiado.

Segundo o parlamentar, a comissão ainda não concluiu etapas consideradas centrais da investigação e precisa de mais tempo para consolidar depoimentos, cruzar dados e avançar na análise de documentos já coletados ao longo dos últimos meses. A avaliação é que o volume de informações reunidas exige uma apuração mais detalhada antes da elaboração do relatório final.

“A CPI do crime organizado tenta trazer um pouco de luz, apontando abusos, omissões e crimes de figuras poderosas”, afirmou. “Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar”.

O prazo atual da comissão acaba em 14 de abril, o que pressiona o colegiado a acelerar a agenda de oitivas e a organização das frentes de investigação. A decisão sobre a prorrogação caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por deliberar sobre o pedido apresentado pelos senadores.

Entre os parlamentares que já apoiaram a extensão dos trabalhos estão Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Carlos Viana (Podemos-MG), além de outros integrantes de diferentes partidos, que indica apoio transversal à continuidade da CPI.

Com o prazo apertado, a comissão intensificou o cronograma de atividades e prevê ao menos quatro oitivas ao longo da semana. Uma das principais é a do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), marcada para terça-feira, 7, que deve tratar de decisões envolvendo o BRB em operações com o Banco Master. Ibaneis foi convocado pela CPI, mas obteve habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o que o desobriga de comparecer. Apesar da decisão, a reunião foi mantida na agenda.

Leia mais: Mendonça desobriga Ibaneis Rocha de prestar depoimento à CPI do Crime Organizado

Ainda na terça-feira, a CPI deve ouvir o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, em audiência voltada ao avanço de facções criminosas dentro do sistema prisional, com foco no domínio territorial dessas organizações em unidades do país.

Na quarta-feira, 8, estão previstos os depoimentos do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto e do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Campos Neto foi novamente convocado após decisão anterior que lhe permitiu não comparecer, enquanto Galípolo deve participar na condição de convidado.

Leia também: CPI do Crime Organizado adia oitiva de Cláudio Castro após pedido do ex-governador

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Comentários (2)

Annie

06.04.2026 11:28

Se cair para o STF já sabemos no resultado .


Marcos

06.04.2026 09:53

A DECISÃO É DO ALCOOLUMBRE? FUDEU. VAI ABRAÇAR O CRIME ORGANIZADO.


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