Crusoé: O que restou do Brasil
Presidente eleito terá de lidar com os problemas que foram ignorados ao longo da campanha. E mais: A morte do debate e Fumaça do amor
O Brasil tem, a partir da noite de 25 de outubro, um compromisso com os seus problemas. Lula, o presidente da República que tenta a reeleição, passou os últimos dois meses degradando ainda mais as contas públicas, com benesses eleitoreiras, na esperança de permanecer no poder.
O senador Flávio Bolsonaro, que se apresenta como alternativa ao petista, preferiu se defender das acusações do adversário, que o aponta como vilão dos programas sociais, do que apresentar caminhos para melhorar a saúde da economia brasileira.
No pano de fundo, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que atuaram como protagonistas no primeiro turno e acabaram prejudicando Lula ao tentar ajudá-lo, retraíram-se no segundo turno, mas são uma porção gigantesca dos problemas que o país precisará solucionar, diz Rodolfo Borges em “O que restou do Brasil”, reportagem de capa da nova edição de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “A morte do debate”, Wilson Lima mostra como a maneira de fazer campanha mudou, com a militância de rua e os comícios perdendo a importância.
O debate da Globo, marcado para esta sexta-feira, 25, pode ter algum peso, mas dificilmente será capaz de produzir uma virada.
Em “Fumaça do amor”, Wal Lima revela que Lula (PT) investiu bilhões na COP30, mas ninguém consegue respirar em Manaus.
A fumaça das queimadas encobriu a capital amazonense por vários dias, comprometeu a qualidade do ar, levou à suspensão de aulas e provocou atendimentos de saúde relacionados à exposição à fumaça.
Colunistas
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Nesta edição, escrevem Roberto Reis (O Brasil já virou à direita), Bruno Soller (O heroísmo que nasce da ameaça), Maristela Basso (Quando o ódio se torna prova de convicção), Márcio Coimbra (A onda azul na maré global), Dennys Xavier (Por que idolatramos políticos? Os riscos, segundo Orwell), Clarita Maia (Judeus: homo sacer), Roberto Ellery (Contra toda esperança), Samuel Feldberg (O impacto do 7 de outubro nas eleições de Israel) e Rodolfo Borges (Grêmio cai em grande confusão).
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Comentários (1)
Marian
23.10.2026 10:29O país está em frangalhos, isolado, dividido e endividado. Voltamos a ter dívida externa, mas entenda como isso é bom. Lembremos que o próximo presidente, escolherá quatro ministros do stf. Conseguiremos estancar a desidratação do país? Assim espero.