Crusoé: Operação Cala a Boca
Moraes e Dino quebram sigilo da fonte e abrem margem para acabar com liberdade de imprensa. E mais: Efeito Tiririca e O peso da corrupção
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de autorizar uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte de informações do jornalista Luís Pablo, deveria acender uma luz vermelha entre aqueles que levam a sério a liberdade de imprensa no Brasil.
Não se trata de afirmar que uma fonte jornalística esteja acima da lei. Não está.
Tampouco significa que um jornalista possa cometer crimes sob o argumento de estar exercendo a profissão. Não pode.
O ponto é outro: o Estado não pode se exceder, sob o risco de transformar a investigação sobre a origem de uma informação em instrumento de intimidação da própria atividade jornalística, diz Wilson Lima em “Operação Cala a Boca”, reportagem de capa da nova edição de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “Efeito Tiririca”, Wal Lima mostra que, em uma eleição com 25 mil candidatos, quem tem fama e provoca risadas pode sair na frente.
Além do humorista Tiririca, conhecido pelo lema “Pior que tá não fica“, outros personagens que ficaram famosos com dancinhas e bordões tentarão transformar a fama em mandato este ano.
Em “O peso da corrupção”, Guilherme Resck conta que o eleitorado brasileiro tem uma tolerância significativa com a corrupção no país.
Embora a corrupção seja um dos temas que mais preocupam os brasileiros, com 36% das pessoas dizendo ser o maior problema do país, segundo pesquisa Ipsos de julho, candidatos investigados ou envolvidos em relações suspeitas seguem entre os preferidos.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Roberto Reis (O mito do debate), Bruno Soller (A nova face feminina do neo-thatcherismo), Maristela Basso (Quando tudo vira segurança nacional), Márcio Coimbra (Os perigos da Rota da Seda Digital), Clarita Maia (Política externa em Ogígia), Roberto Ellery (Economista mexe muito na poupança…), Izabela Patriota (O que acontece quando o aborto não tem limite?), Josias Teófilo (A experiência do sagrado), Dennys Xavier (Fé e razão: o básico) e Rodolfo Borges (A educação pela grama).
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Comentários (1)
Marian
14.08.2026 13:09Um dia, acreditei que cala boca já morreu. Foi uma farsa.