Deltan: “Amigo de Moraes no TSE suspendeu minha campanha”
Ex-procurador teve campanha ao Senado suspensa pelo ministro Floriano de Azevedo Marques
Deltan Dallagnol (Novo-PR) vai recorrer da decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu sua campanha ao Senado.
A medida, assinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, impede Dallagnol de realizar atos de campanha, participar de debates e veicular propaganda no rádio e na televisão, além de restringir o uso de recursos públicos. A decisão será submetida ao plenário do TSE.
A defesa afirma que a decisão foi tomada em procedimento sigiloso, sem que Dallagnol fosse ouvido previamente, e que os advogados ainda não tiveram acesso integral ao pedido que fundamentou a liminar.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Deltan comentou a decisão e afirmou que Floriano é amigo do minisro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A minha campanha acabou de ser suspensa por um pedido sigiloso do PT. No calar do sábado a noite, uma decisão individual do ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou a interrupção da minha campanha. Floriano é amigo de Alexandre de Moraes desde o tempo da faculdade, eles cursaram a faculdade juntos. Ele chegou ao tribunal por indicação de Moraes. E foi ele, em decisão individual, em processo sigiloso, que determinou a suspensão da minha campanha.”
Decisão de Floriano
Segundo a equipe jurídica de Deltan, o registro da candidatura continua válido no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
O ministro Floriano considerou que o TRE-PR contrariou entendimento firmado pelo próprio TSE ao deferir a candidatura.
Em 2023, a corte declarou Dallagnol inelegível por entender que ele deixou o Ministério Público Federal antes da conclusão de procedimentos disciplinares para evitar possíveis punições.
Para Floriano, o arquivamento posterior desses procedimentos não altera a possível fraude reconhecida naquele julgamento.
O que diz a defesa de Deltan
A defesa também questiona a proximidade entre Floriano e Alexandre de Moraes.
Os advogados citam reportagem da Folha de 2023 sobre a atuação de Moraes para a indicação de Floriano ao TSE.
O jornal havia descrito o ministro como “amigo e colega de docência” de Moraes na USP.
Os advogados ainda apontam supostas contradições entre a liminar e decisões anteriores de Floriano.
Citam um caso envolvendo Anthony Garotinho, em que o ministro teria considerado irreversível o tempo de campanha perdido, e outro processo, de 2024, no qual teria entendido que, diante de dúvida razoável sobre inelegibilidade, deveria prevalecer o direito de ser votado.
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Comentários (2)
Joaquim Duran
20.09.2026 14:06Deltan tem que fazer mais amigos...
Angelo Sanchez
20.09.2026 13:25O TSE interrompeu a campanha ou a própria candidatura do Deltan ou ele continua candidato e apto a ser votado? Precisa ser esclarecido ao eleitor.