Deputado aciona TCU para suspender contrato de R$ 12 bilhões da União
Ubiratan Sanderson questiona a compra de energia de uma usina termelétrica a carvão em Candiota (RS), pertencente à Âmbar
O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) ingressou com uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) questionando a compra de energia de uma usina termelétrica a carvão em Candiota (RS), pertencente à Âmbar Energia, do grupo J&F.
Na peça apresentada junto à Corte de Cotas, o parlamentar solicita a suspensão da contratação proposta pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
O acordo prevê a compra de energia por 15 anos, com custo estimado em mais de R$ 12 bilhões. Segundo o parlamentar, o preço definido — R$ 540,27 por megawatt-hora (MWh) — é cerca de 50% superior à média registrada em leilões públicos do setor.
Na representação, Sanderson afirma que o contrato seria “extremamente oneroso” e questiona a ausência de concorrência no processo. “Estamos diante de um contrato extremamente oneroso, sem concorrência e com valores muito acima do mercado. Isso precisa ser investigado com urgência”, disse.
O deputado pede ao TCU a suspensão imediata da contratação, a abertura de investigação sobre possível sobrepreço e eventual dano ao erário e a realização de auditoria na metodologia de cálculo do preço da energia. Também solicita a apuração de eventual favorecimento indevido e a convocação de autoridades para prestar esclarecimentos.
Segundo o parlamentar, o contrato pode ter impacto nas tarifas pagas pelos consumidores. “A sociedade brasileira não pode arcar com decisões que não atendem ao interesse público”, afirmou.
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Comentários (2)
Rosa
17.03.2026 13:09Sendo tão ricos, ainda precisam destruir ? Por acaso pretendem viver numa bolha, sozinhos, com tudo de bom e confortáveis?
Denise Pereira da Silva
17.03.2026 11:46No país da impunidade para os amigos de rei da vez, os proprietários do grupo J&F continuam sentindo-se à vontade para levar a cabo suas habituais falcatruas com seus colegas larápios. Será que não resta mais pessoa ou autoridade alguma honesta nesse país capaz de confrontar de fato esses absurdos?