Diretor da Quaest comenta acusações de favorecer o PT
"A quarentena que exigimos é de 2 anos. Depois disso, cada um cuida da sua vida", diz Felipe Nunes sobre ex-funcionário
A tradicional desconfiança em relação às pesquisas de intenção de voto já se instalou na campanha presidencial deste ano, como destacou Crusoé na reportagem de capa Selo Nunes Marques de Qualidade.
Após o PL questionar formalmente uma pesquisa AtlasIntel por conta das perguntas que foram feitas e pela exibição de um vídeo com áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para Daniel Vorcaro, agora é o instituto Quaest que está sob questionamento dos bolsonaristas.
A notícia de que o governo Lula nomeou um ex-analista do instituto para cargo no Palácio do Planalto levou a questionamentos sobre os números da Quaest, que têm mostrado, assim como todos os institutos, os abalos na pré-campanha presidencial de Flávio.
Leia mais: As pesquisas não mentem sobre Flávio
Analista da Quaest de abril de 2022 a fevereiro de 2023, Arthur Ribeiro Queiroz foi nomeado para o cargo de assessor no Gabinete Adjunto de Informações em Apoio à Decisão, como informou o portal Poder360. Não são poucos os que enxergam nisso ligação entre o instituto e o governo.
“A Quaest trabalha para o PT”
“A Quaest trabalha para o PT, e isso é tudo o que precisamos saber sobre o instituto do Felipe Nunes”, publicou um usuário da rede social X, marcando o perfil do diretor da Quaest.
Nunes respondeu à mensagem assim:
“Cleber, o que tenho eu se uma pessoa trabalhou na Quaest em 2022, saiu, fez concurso no ministério da Fazenda, e 4 anos depois virou funcionário indicado em Brasília?”
O diretor da Quaest tem rebatido várias dessas críticas nas redes sociais. Numa delas, disse que o instituto exige quarentena de dois anos para seus ex-funcionários:
“Henrique, o que tenho eu se uma pessoa trabalhou na Quaest em 2022, saiu, fez concurso no ministério da Fazenda, e 4 anos depois virou funcionário indicado em Brasília? A quarentena que exigimos é de 2 anos. Depois disso, cada um cuida da sua vida.”
Quaest
A Quaest anunciou há duas semanas que não fará pesquisas para candidatos e partidos nesta eleição, para manter “credibilidade e rigor científico”.
Desde a Quaest virou um instituto de relevância, Nunes lida com acusações de ligação e consequente favorecimento ao PT, por ter trabalhado nas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff e Fernando Pimentel, por exemplo. Mas ele também atuou em campanhas de políticos de outros partidos.
“Desde que a Quaest foi fundada por mim, nós já prestamos serviço para PL, União, PP, PSD, MDB, PSDB, PSB, PT… vc pode tentar construir a narrativa que quiser, mas a real é que atores políticos da direita, centro e esquerda respeitam e já contrataram nosso trabalho técnico, rigoroso e de impacto. Não temos lado, nem preferência. Trabalhamos com isenção, independência e assertividade. E temos muito orgulho disso”, disse o diretor do instituto em resposta a outro usuário do X nesta quarta-feira, 29.
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Comentários (1)
Juarez Borges
29.07.2026 14:52Mas sempre existe um sentimento preferencial..neh