Eduardo Bolsonaro publica fotos de viagem ao Bahrein após virar réu
Deputado federal aparece ao lado do sheikh Khaled bin Hamad Al-Khalifa
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou neste domingo, 16, uma foto de seu encontro com o sheik Khalid bin Hamad Al-Khalifa, no Bahreim. O post foi feito um dia depois de a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidir, por unanimidade, torná-lo réu por suposta tentativa de interferência no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Eduardo, a viagem representou uma “satisfação imensa”. Ele afirmou ter reencontrado o sheikh, a quem chama de amigo:
“Algumas pessoas carregam uma energia diferente, humildade verdadeira, visão positiva e a capacidade de inspirar todos ao redor. Ele é uma delas.
Rever amigos assim renova a alma e nos lembra que boas alianças e boas companhias fazem toda a diferença na caminhada. Shukran djazeera, sadiki”, escreveu.
As publicações incluem ainda outras fotografias em que o deputado aparece portando armas.
Eduardo já havia visitado o Bahrein em 2022. O país mantém relações diplomáticas com o Brasil desde a década de 1970, mas só inaugurou sua embaixada em Brasília em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro.

Eduardo réu
Como mostramos, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A ministra Cármen Lúcia registrou seu voto neste sábado, 15.
Segundo a PGR, Eduardo tentou interferir, a partir dos Estados Unidos, no julgamento que levou à condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, por liderar uma organização criminosa voltada a mantê-lo no poder após a derrota eleitoral de 2022.
O órgão afirma que a atuação do deputado buscou pressionar ministros do STF e criar obstáculos ao andamento da ação penal.
Em seu voto, Alexandre de Moraes afirmou que Eduardo atuou para criar “ambiente de intimidação” sobre o Supremo e o Congresso, com o objetivo de favorecer Jair Bolsonaro.
O ministro escreveu que o deputado participou da “articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América”, mencionando tarifas sobre produtos brasileiros, suspensão de vistos de autoridades e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky.
Para Moraes, há “relevantes indícios” de que a estratégia buscou provocar instabilidade institucional e induzir o STF a decidir de forma favorável ao ex-presidente na ação penal da chamada trama golpista.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Annie
17.11.2025 10:05Esse cara não bate bem da bola ainda quer ser presidente.
Luis Eduardo Rezende Caracik
17.11.2025 05:46Carrapato procurando outro hospedeiro?