Eduardo Bolsonaro questiona democracia e acusa PT de perseguição política
O ex-deputado cita episódios envolvendo Eduardo Campos, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro para sustentar acusação contra o partido
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou, nesta sexta-feira, 30, uma mensagem em que questiona se o Brasil ainda pode ser considerado um Estado de Direito e acusa o Partido dos Trabalhadores (PT) de perseguir adversários políticos. Ao compartilhar uma reportagem intitulada “O Brasil ainda é um Estado de direito?”, Eduardo enumerou episódios envolvendo nomes da oposição para sustentar sua crítica.
Na publicação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que nunca teria presenciado, em uma democracia, um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão do passaporte de um candidato derrotado à Presidência apenas sete minutos depois da divulgação do resultado eleitoral.
Eduardo também menciona uma declaração atribuída ao presidente Lula (PT) durante um debate presidencial na televisão. Segundo ele, o petista teria ameaçado seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ao afirmar: “Você deveria ter cuidado. Você vai perder sua imunidade parlamentar (como senador), e as investigações contra você vão prosseguir.”
Em seguida, Eduardo relaciona episódios de diferentes anos para argumentar que pessoas que desafiam o PT enfrentariam consequências graves.
O primeiro caso citado é a morte do então candidato à Presidência Eduardo Campos, em um acidente aéreo em agosto de 2014. O ex-governador de Pernambuco morreu após a queda de uma aeronave em Santos (SP), durante a campanha eleitoral. Eduardo Bolsonaro classificou o episódio como um “misterioso acidente de avião”.
Em relação a 2018, o ex-deputado recordou o atentado a faca contra Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial. O autor do ataque, Adélio Bispo, havia sido filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. Não há, contudo, comprovação de vínculo entre o partido e o atentado.
Ao mencionar 2022, Eduardo afirmou que o pai “perdeu” a eleição e, posteriormente, foi preso no âmbito do que chamou de “processo do golpe da Disney”. Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista que buscava impedir a posse do presidente eleito naquele ano.
O último episódio mencionado é a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil depois da derrota para Lula no segundo turno de 2026. A Polícia Federal pediu a apreensão dos passaportes do senador sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar o resultado. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a medida, que também incluiu a proibição de deixar o país.
A representação da PF apontou elementos relacionados a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Entre os argumentos apresentados estava uma declaração anterior de Eduardo sobre a possibilidade de o irmão deixar o país caso perdesse a eleição.
Ao concluir a publicação, Eduardo afirmou que os episódios listados não representariam nem 10% da suposta perseguição política no Brasil. “Mas se você quiser chamar isso de democracia, boa sorte!”, escreveu.
O ex-deputado também dirigiu uma mensagem ao público internacional: “Espero apenas que esse tipo de ‘democracia’ nunca chegue ao seu próprio país.”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Annie 40
30.10.2026 12:37Esses filhos do Bolsonaro atrapalham demais o país. Já estão tentando queimar o Tarcísio. Quefiquem por lá
Fabio
30.10.2026 11:39É perseguição? Sim! Mas o Flávio é bandido? Sim!