Eduardo diz que não cumprirá pena por se considerar inocente
Ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo STF e afirma que não pretende voltar ao Brasil para cumprir a sentença
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que não pretende voltar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não”, declarou na quarta-feira, 14, durante um evento em Washington, nos Estados Unidos.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o início da execução da pena e a expedição de um mandado de prisão contra o ex-parlamentar. O ministro também determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Eduardo.
A condenação foi imposta pelo crime de coação no curso do processo. Segundo o entendimento do STF, o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no andamento de processos judiciais que envolviam seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Eduardo volta a atacar Moraes
Durante a conversa com jornalistas, Eduardo voltou a criticar Moraes e defendeu a saída do ministro do Supremo. O ex-deputado afirmou que a permanência do magistrado na Corte seria incompatível com um eventual governo de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
“Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, declarou.
Eduardo também disse não enxergar como Flávio poderia governar com Moraes no STF. O ex-deputado, porém, reconheceu que a disputa presidencial ainda não está definida.
“Flávio está muito ciente de que ainda não tem nada ganho”, afirmou.
Condenação e possibilidade de retorno
A condenação de Eduardo tornou-se definitiva após o esgotamento dos recursos judiciais. Com isso, a pena passou à fase de execução, por determinação de Moraes.
O ex-deputado permanece nos Estados Unidos, onde participou de um evento com integrantes da direita brasileira e norte-americana e com o presidente argentino Javier Milei, aliado da família Bolsonaro.
Eduardo também comentou a possibilidade de uma mudança política no Brasil e relacionou a eleição do irmão à perspectiva de alterações na relação entre o governo e o Supremo. Ele não apresentou, durante a declaração sobre a pena, uma previsão de data para retornar ao país.
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Comentários (1)
Ita
15.10.2026 12:50Esse cara vai tumultuar muiiiito, será um grande problema para o governo, se Lula perder.