Em meio ao escândalo Master, Lula tem encontro com Moraes, Banco Central e PF
Esse encontro ocorreu no Palácio do Planalto. Participaram da conversa além de Lula e Moraes, o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima
Em meio às investigações envolvendo o Banco Master e o suposto vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula teve uma reunião nesta quinta-feira com autoridades policiais envolvidas diretamente no caso e com o presidente em exercício da Corte, Alexandre de Moraes.
Esse encontro ocorreu no Palácio do Planalto. Participaram da conversa além de Lula e Moraes, o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva; o diretor-geral da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o diretor-geral do Banco Central, Gabriel Galípolo; o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Oficialmente, o encontro teve como objetivo discutir diretrizes para combate ao crime organizado. Quem participou nega que o caso Master tenha entrado em pauta.
“A decisão de Lula é elevar ao status de ação de Estado o combate ao crime organizado. Os órgãos estarão empenhados em desenvolver uma ação articulada para combate ao crime organizado. Percebemos que as ações de governo, por mais competentes e determinadas que sejam, para que alcancem determinado grau de eficácia, precisam desses órgãos de Estado”, declarou após o encontro o ministro da Justiça.
Pela primeira vez estiveram em uma mesma sala personagens citados, ou com envolvimento direto ou indireto na crise do Banco Master. Segundo a colunista de O Globo, Malu Gaspar, Alexandre de Moraes procurou Galípolo para discutir o caso Master. Nesta semana, Moraes também determinou a abertura de inquérito – de ofício – para investigar supostos vazamentos de dados de integrantes do Supremo que estavam em posse da Receita Federal.
Gonet e Andrei Rodrigues também estão no epicentro da disputa pelo protagonismo das investigações sobre o Banco Master contra o ministro do STF Dias Toffoli. Nesta quarta-feira, Toffoli determinou que o material apreendido na segunda fase da operação Compliance Zero fosse encaminhado para o Supremo e não para a Polícia Federal, como normalmente acontece. Integrantes da PF afirmam nos bastidores que, mesmo o material indo para a PGR, há riscos de que provas sejam perdidas no meio do caminho.
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Comentários (1)
Flavio marega
15.01.2026 17:18O combate ao crime organizado, pode começar por eles mesmos.