Erika Hilton vai ao TSE contra “censura no atacado” de Mendonça
Post da deputada sobre Flávio e Nossa Senhora foi incluído em lista de publicações atingidas por decisão do ministro
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que retire uma publicação sua da lista de conteúdos sujeitos à remoção em ação movida por Flávio Bolsonaro (PL). A defesa afirma que o post não reproduziu a informação falsa de que o candidato pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Os advogados da deputada classificam a inclusão como uma “censura no atacado”, publica o Uol.
Segundo eles, a decisão do ministro André Mendonça atingiu uma manifestação política e opinativa que, ao contrário da fake news, informava que o projeto citado havia sido apresentado em 2007 e arquivado no ano seguinte.
A ação começou com uma representação de Flávio contra o humorista Antônio Tabet.
Mendonça determinou inicialmente a retirada de uma publicação e depois estendeu a medida a outros 1.080 endereços apresentados no processo. A postagem de Erika acabou incluída nessa segunda lista.
A publicação de Erika Hilton
Em publicação no X, a deputada disse repudiar o projeto apresentado pelo então deputado Victório Galli Filho, em 2007, que pretendia substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. No post ela cita que a proposta já havia sido arquivada.
Ao mencionar Flávio, afirmou que qualquer movimento que sugerisse a retomada da discussão “pelas mãos de Flávio Bolsonaro” ou de aliados deveria ser acompanhado com “cautela e atenção”.
Para a defesa, esse trecho não apresenta como fato que Flávio pretende ressuscitar o projeto.
Erika Hilton pede ainda para ingressar no processo como terceira interessada e que sua manifestação seja levada ao plenário do TSE.
Decisão de Mendonça
O ministro André Mendonça determinou na sexta-feira, 25, que o Antonio Tabet removesse do X uma publicação sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida.
A decisão também proibiu a republicação da acusação, sob multa de R$ 30 mil.
Tabet havia escrito: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
A informação ganhou força após ser mencionada pela jornalista Maria Cristina Fernandes na GloboNews. Horas depois, a emissora se retratou e pediu desculpas. Mesmo assim, opositores de Flávio continuaram a compartilhar a narrativa nas redes.
Leia também: “Dilma Bolada” nega autoria de fake news sobre Flávio e Nossa Senhora
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Comentários (1)
Annie
27.09.2026 12:56Não vi nenhuma atitude dela quando AM suspendeu o X