“Eu não virei feministo”, diz Flávio ao lançar plano Brasil por Elas
Senador apresenta 12 medidas voltadas a mulheres em meio a queda de popularidade nesse grupo e desgaste com Michelle Bolsonaro
O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta quinta-feira, 16, um conjunto de 12 propostas destinadas ao público feminino, batizado de “Brasil por Elas”. O pacote prevê internet gratuita para 70 milhões de mulheres, um aplicativo de serviços vinculado ao Gov.br e um sistema de inteligência artificial.
A apresentação ocorreu em transmissão ao vivo com a participação de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e nome cotado para compor a chapa como vice ou futura ministra da Economia.
Rejeição impulsiona novo plano
Segundo pesquisa Datafolha citada durante o evento, em cenário de segundo turno, Lula (PT) aparece com 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio no eleitorado geral. Entre as mulheres, a distância aumenta: 52% a 37% a favor do petista. A taxa de rejeição do senador nesse grupo chega a 53%, contra 40% registrados por Lula.
O lançamento do plano também busca conter os efeitos de uma crise pessoal. No mês anterior, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo em que acusou Flávio de tê-la tratado com desrespeito e maltrato, além de sugerir que ele não desejava seu apoio na pré-campanha.
Serviços, crédito e proteção contra violência
Entre os itens do pacote está a criação da chamada central da mulher, plataforma que reunirá qualificação profissional, acesso a programas de renda e crédito, além de canal para denúncias de violência doméstica. Sobre esse último ponto, Flávio declarou: “É ter um instrumento que ela possa fazer a denúncia sem que o agressor saiba”.
O plano também prevê vouchers para matrícula de crianças em creches particulares, iniciativa semelhante à adotada durante o governo de Jair Bolsonaro.
Daniella Marques defendeu ainda medidas de orientação financeira e microcrédito como forma de dar independência a mulheres em situação de violência: “Tem que ter uma porta de saída do ciclo de violência”.
Durante a live, o senador disse que “defender mulher de covarde vagabundo é pauta de direita”, e explicou: “Eu não virei feministo. Mas a gente não pode entender que essa bandeira de proteção das mulheres não é nossa”.
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Comentários (2)
Otreblig50
17.07.2026 11:01A última desse patamar, tipo tinha sido a da Dilma ao atropelar nossa mutilada língua pátria e "inventar" Presidenta ( para o cargo ) !!! Agora, o tariflávio rachadinha entreguista e amadinho do vorcaro superou a dilmanta, INVENTOU O FEMINISTO, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Annie
17.07.2026 10:13Cama essa boca .