EUA propuseram fim de tarifas industriais ao Brasil, diz ministro
De acordo com Márcio Elias Rosa, americanos fizeram pedidos considerados inaceitáveis durante negociações tarifárias
O governo brasileiro rejeitou uma série de exigências apresentadas pelos Estados Unidos em rodadas de negociação que antecederam a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais, entre elas a abertura irrestrita do setor químico e a eliminação total de tarifas sobre bens industriais.
A informação foi divulgada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, 16.
Pedidos classificados como inegociáveis
“Os Estados Unidos da América – e eu chamo atenção, porque tem algumas pessoas defendendo a posição deles – pretendiam nada mais, nada menos do que a abertura de todo o mercado do setor químico, a redução a zero das tarifas dos bens industriais, o acesso ao mercado do setor automotivo norte-americano, dentre outros setores”, afirmou Elias Rosa.
Segundo o ministro, o Brasil não cedeu em pontos que pudessem comprometer a soberania nacional, citando o sistema de pagamentos Pix como exemplo, nem em questões capazes de gerar prejuízo à indústria do país.
“Nos afastamos, óbvia e evidentemente, de qualquer pretensão que pudesse expor ou a violação daquilo que é interesse nacional e soberania nacional – como é o caso do Pix –, ou aquilo que poderia representar um grande dano, prejuízo para o setor industrial brasileiro”, garantiu.
Outro ponto discutido nas rodadas de negociação foi o pedido americano para que o Brasil restringisse investimentos internos em empresas e projetos ligados à extração de minerais críticos. Os Estados Unidos solicitaram medidas que limitassem a participação de “atores não orientados pelo mercado e entidades estrangeiras” nesse setor, nos mesmos termos de acordos já firmados com Reino Unido e Austrália.
O governo brasileiro recusou a proposta, argumentando que minerais críticos e terras raras têm caráter estratégico e pertencem ao país. Elias Rosa também apontou divergências no discurso de integrantes do governo americano sobre o andamento das negociações, dizendo que “enquanto um fala que falta boa fé, o outro reconheceu a atuação construtiva”.
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Comentários (1)
Antonio Carlos
18.07.2026 07:39Lulista ruim. Lula171 quis esse conflito para usar como bandeira na eleição