Ex-integrante do governo Lula vai relatar ação contra o petista no TSE
Estela Aranha tomou posse no TSE em agosto do ano passado e atuou como secretária nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha será a relatora da representação por propaganda eleitoral antecipada impetrada pelo Novo contra o presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói.
Aranha tomou posse no TSE em agosto do ano passado e chegou a atuar como secretária nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça durante a gestão Flávio Dino. Ela também foi assessora especial do então ministro.
Ela será responsável por dar o parecer pela procedência ou improcedência do pedido. Na petição, o Novo sustenta que o desfile extrapola os limites de uma homenagem cultural e se configura como peça de propaganda eleitoral extemporânea, ao associar a trajetória política de Lula a elementos típicos de campanhas eleitorais.
O partido argumenta que o enredo faz referência direta à polarização das eleições de 2022, utiliza jingles históricos de campanhas petistas, menciona o número de urna do PT e emprega expressões que, segundo a legenda, equivalem a pedido explícito de voto. A ação também destaca que o presidente de honra da Acadêmicos de Niterói, Anderson Pipico, exerce mandato de vereador no Município de Niterói/RJ
A representação questiona o samba-enredo escolhido pela agremiação para o Carnaval de 2026, intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que homenageia diretamente o atual presidente da República, pré-candidato à reeleição.
“O PT confunde propositalmente o público e o privado toda hora. Na verdade, o que Lula faz é sequestrar o Estado para seus próprios fins. Mais um exemplo disso é a campanha antecipada claríssima com o dinheiro público que se pretende fazer na sapucaí no Rio de Janeiro”, disse líder do partido Novo na Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).
“A ligação institucional entre a direção da escola e o Partido dos Trabalhadores é um elemento objetivo que precisa ser considerado. Quando o dirigente máximo da agremiação é vereador pelo mesmo partido do homenageado, a linha entre manifestação cultural e promoção política se torna extremamente tênue”, complementou ele.
O líder do Novo lembra que a sua bancada no Congresso Nacional também acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo o bloqueio e a responsabilização do mal uso da verba pública destinada à escola.
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Comentários (1)
Juarez Borges
11.02.2026 18:23Carnaval no governo federal já começou...