Ex-mulher de Bolsonaro tem bens bloqueados por dívida eleitoral
Ana Cristina Valle não devolveu recursos do Fundo Eleitoral após rejeição das contas da campanha de 2022; decisão permite atingir contas, veículos e imóveis
A ex-candidata Ana Cristina Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou a responder a uma medida de execução determinada pela Justiça Eleitoral para garantir o ressarcimento de recursos públicos utilizados em sua campanha de 2022. A decisão determina o bloqueio de até 227 mil reais em bens e ativos financeiros da ex-candidata, valor que deverá ser devolvido ao Fundo Eleitoral após a rejeição definitiva de suas contas.
Caso não sejam localizados recursos suficientes em contas bancárias, a Justiça poderá avançar sobre veículos e imóveis registrados em nome de Ana Cristina para assegurar o cumprimento da decisão.
Ela disputou uma vaga de deputada distrital pelo PP nas eleições de 2022, mas recebeu 1.485 votos e não foi eleita. Em 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) rejeitou, por unanimidade, sua prestação de contas, acolhendo parecer do Ministério Público Eleitoral.
O relator do processo, desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega, apontou uma série de falhas na comprovação das despesas custeadas com recursos públicos. Entre elas estavam gastos com equipes de campanha, alimentação, combustível, impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, desenvolvimento de páginas na internet, locação de bens e contratação de prestadores de serviço sem documentação considerada suficiente para comprovar a execução das atividades.
Segundo o magistrado, a candidata deixou de apresentar documentos capazes de sanar as irregularidades identificadas durante a análise das contas. Na decisão, ele afirmou que a falta de colaboração comprometeu a transparência exigida na aplicação dos recursos do Fundo Eleitoral.
Ana Cristina Valle é mãe do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que anunciou pré-candidatura à Câmara dos Deputados, e chefiou o gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) entre 2001 e 2008. Ela também foi mencionada em investigações relacionadas ao caso das rachadinhas envolvendo integrantes da família Bolsonaro.
Até a publicação desta reportagem, Ana Cristina não havia se manifestado sobre a decisão judicial.
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
10.07.2026 16:12Um absurdo terem deixado essa mulher candidatar! Ela era a chefe do gabinete das rachadinha no escritório do jovem, quase menino, vereador Carlos Bolsonaro. Ela e o Jair até saíram no tapa, houve até registro policial, porque Jair "roubou" o dinheiro "dela" (das rachadinhas) que estava no cofre do banco. Até quando essa malandragem, essa bandidagem vai continuar a rir da cara do povo brasileiro? Deveriam todos estar na Papuda. TODOS!!!!