Fernando Sarney nega conhecer produtora de ‘Dark Horse’
Empresário também rejeita ter contatos sobre suposta delação envolvendo o filme e diz ser “absurda” alegação de proximidade com Flávio Dino
O empresário Fernando Sarney (foto), filho do ex-presidente José Sarney, negou nesta quinta-feira, 10, conhecer a empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme Dark Horse.
Em nota enviada à imprensa, Fernando afirmou que não conhece Karina e negou ter mantido qualquer contato relacionado a uma suposta delação premiada envolvendo a produção do filme.
“Ao contrário do que informa a coluna Radar, da revista Veja, não conheço a Sra. Karina Gama e jamais mantive contato com ela ou com qualquer outra pessoa sobre suposta delação premiada envolvendo a produção audiovisual “Dark Horse”. Também é inverossímil – e completamente absurda – a informação de que eu teria me apresentado como “pessoa com grande proximidade do ministro Flávio Dino”, diz o comunicado.
Pressão
A Polícia Federal (PF) apreendeu um documento de quatro páginas em que Karina relata a pressão que estaria recebendo para delatar o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, publicou a revista Veja.
Ela foi alvo da Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira, 10, por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
O documento é uma declaração juramentada em que Karina conta ter sofrido abordagens de Fernando Sarney, de um pastor evangélico e de um jornalista.
Natural do Maranhão, o empresário teria se apresentado como alguém que possui “grande proximidade com o ministro Flávio Dino”, relator de um dos inquéritos envolvendo a produção de Dark Horse.
“No dia 20 de maio de 2026, fui procurada pelo Dr. Fernando Sarney. Não o atendi naquela oportunidade, tendo o contato efetivamente ocorrido apenas no dia 22 de maio de 2026, às 9h07. Durante a conversa, o Dr. Fernando Sarney ofereceu-me apoio jurídico e afirmou possuir grande proximidade com o Ministro Flávio Dino. Na mesma ocasião, declarou que poderia me apoiar caso eu tivesse interesse em realizar uma ‘delação premiada’”, diz o documento.
“Diante da abordagem, não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida. Minha posição sempre foi a de esclarecer os fatos mediante a apresentação dos documentos pertinentes e o regular exercício do direito de defesa”, aponta.
Leia mais: Produtora de ‘Dark Horse’ relata pressão para delatar
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Comentários (1)
Joaquim Duran
10.09.2026 22:13O nome da produtora se lê, Golpe...