Flávio descarta Eduardo no Itamaraty e não promete cargo a Bolsonaro
Em entrevista à Globo, candidato do PL à Presidência garante também que não concorrerá à reeleição
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou na sexta-feira, 16, que o irmão, Eduardo Bolsonaro, não chefiará o Ministério das Relações Exteriores se ele for eleito. Na mesma entrevista à TV Globo, Flávio não disse se daria um posto no governo ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Família e governo
Ao responder sobre Eduardo, o senador elogiou o trabalho do irmão nos Estados Unidos, onde o ex-deputado federal vive desde fevereiro de 2025. Eduardo diz ser alvo de perseguição do Judiciário brasileiro.“Não será chanceler”, declarou Flávio.
Sobre Jair Bolsonaro, o candidato criticou o julgamento que levou o pai à prisão e deslocou a resposta para o eleitorado. “O meu pai vai ser você, o povo brasileiro”, disse.
Ele afirmou ainda que o ex-presidente nunca tocou no assunto: “O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo. Nunca sugeriu que queria trabalhar no governo. Não está no radar (que ele tenha um cargo)”.
Economia e trabalho
Na área econômica, Flávio rejeitou propostas defendidas por integrantes do mercado financeiro e citadas por assessores seus. Disse que manterá a valorização real do salário mínimo e que não alterará os pisos constitucionais de gastos com Saúde e Educação.
Prometeu também propor o fim da reeleição e disse que “só precisa de um mandato para começar a consertar o Brasil”.
Caso Master
Perguntado sobre o pedido de recursos a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o senador repetiu que se tratava de “dinheiro privado para um filme privado”. Não informou o destino do valor enviado ao fundo Havengate, no exterior.
Também não explicou a distância entre o custo do filme estimado em perícia e os R$ 134 milhões solicitados a Vorcaro.
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