Grupo de economistas e políticos quer Leite na corrida presidencial
Preterido pelo PSD em favor de Caiado, gaúcho recebe apoio para sair seguir em frente pela terceira via em outro partido
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, tornou-se o centro de uma mobilização após ser deixado de fora da disputa presidencial pelo seu próprio partido. Segundo a Folha, um grupo de economistas, ex-parlamentares e lideranças civis organiza um manifesto pedindo que Leite busque outra legenda para concorrer à Presidência da República em 2026.
O documento é coordenado pelo sociólogo Zeca Martins, do movimento “Derrubando Muros”, e tem entre seus signatários os economistas Aod Cunha, Eduardo Giannetti da Fonseca e Samuel Pessoa, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., o ex-senador José Aníbal (PSDB-SP) e o ex-presidente do Cidadania Roberto Freire. O texto segue aberto para novas adesões.
O manifesto, intitulado “Por um Brasil possível e um presidente à altura do desafio”, parte do diagnóstico de que o país está preso a uma “polarização artificial e destrutiva” que “paralisa o país há anos”. Os signatários apontam Leite como o nome capaz de oferecer uma saída a esse impasse e o convocam formalmente a liderar esse caminho.
A decisão do PSD
Na segunda-feira, 30 de março de 2026, o PSD encerrou semanas de disputa interna ao anunciar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como seu pré-candidato ao Palácio do Planalto. A escolha foi conduzida pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era considerado favorito até então.
Kassab justificou a preferência por Caiado com base em cálculo eleitoral: “Acabamos entendendo que Ronaldo Caiado tem mais chances de chegar ao segundo turno. Chegando ao segundo turno, ele vencerá as eleições”, disse o dirigente, acrescentando que tanto Ratinho quanto Leite seriam “excelentes candidatos”.
Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira, 30, Leite disse que a definição do partido “tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”. Sem citar Caiado pelo nome, afirmou que, embora a decisão o “desencante”, não iria contestá-la publicamente — mas deixou claro que não abrirá mão de suas convicções.
Leite mantém ambições e avalia próximos passos
O governador não sinalizou disposição imediata de deixar o cargo. Disse que, a princípio, pretende permanecer à frente do governo gaúcho e cumprir o mandato até dezembro de 2026. Ainda assim, suas declarações indicam que não encerrou as ambições nacionais.
O manifesto não menciona qual partido poderia acolhê-lo. No entanto, o governador mantém interlocução com lideranças do PSDB — sigla à qual esteve ligado por décadas antes da migração ao PSD.
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Comentários (1)
Marian
31.03.2026 23:37Não sei porque me lembrou da carta pela democracia e contra a barbárie.