Izabela Patriota na Crusoé: O que acontece quando o aborto não tem limite?
Uma mulher que não deseja ter um filho não tem qualquer incentivo para permanecer grávida durante meses antes de interromper a gestação
Massachusetts acaba de se tornar o décimo estado americano sem limite gestacional para o aborto.
Com a mudança, o estado se junta a Alasca, Colorado, Maryland, Michigan, Minnesota, Nova Jersey, Novo Mexico, Oregon e Vermont. Somadas a Washington/DC, são agora onze unidades federativas americanas nas quais a lei não determina uma semana específica a partir da qual o aborto seja proibido.
Até então, Massachusetts permitia o procedimento até 24 semanas, salvo determinadas exceções.
A primeira reação à expressão “aborto sem limite gestacional” costuma imaginar uma mulher que carregou uma gravidez por sete, oito ou nove meses e simplesmente mudou de ideia.
Mas essa imagem pouco tem a ver com a realidade dos abortos realizados nos estágios finais da gestação.
Nos Estados Unidos, os dados do Centro de Controle de Doenças (CDC) mostram que 78,6% dos abortos acontecem até a nona semana e 92,8% até a 13ª (a gestação humana dura 40 semanas). Apenas 1,1% ocorre a partir da 21ª semana.
Isso acontece por uma razão que deveria ser mais intuitiva. Uma mulher que não deseja ter um filho não tem qualquer incentivo para permanecer grávida durante meses antes de interromper a gestação.
A gravidez impõe desconfortos físicos e emocionais reais: cerca de 70% das gestantes apresentam náuseas e vômitos, enquanto aproximadamente metade sofre com dores lombares ou pélvicas.
Interromper uma gravidez legalmente e em condições adequadas é mais seguro para a mulher do que levá-la até o parto.
A gravidez não é uma condição isenta de riscos: aumenta a possibilidade de hemorragias, infecções, hipertensão, trombose e outras complicações potencialmente graves.
Se uma mulher já sabe que não deseja…
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Comentários (1)
Marian
15.08.2026 10:01Quando vi a governadora de Massachusetts, assinando a lei que permite o aborto até o nascimento, rindo junto de outras mulheres "progressistas", deu um nó na garganta. Como vai ser, se é até o nascimento? Não há limite, basta não querer. E são progressistas.