Já há evidências para que PGR e Senado façam apuração sobre Toffoli, diz TI Brasil
ONG anticorrupção cita informações reveladas pela imprensa, como a de que Toffoli passou 168 dias em resort no Paraná
A ONG anticorrupção Transparência Internacional – Brasil afirmou nesta quinta-feira, 22, que “já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes para que a PGR e o Senado instaurem procedimentos de apuração“ sobre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A entidade cita diferentes informações reveladas pela imprensa:
- Irmãos de Toffoli estiveram registrados como controladores do resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR);
- Aportes milionários ao Tayayá por parte de indivíduos e estruturas jurídicas com ligações à JBS e ao Banco Master, empresas que têm casos sob relatoria do ministro;
- Retirada de capital do negócio por meio de venda de cotas e transferência de 33 milhões de reais para offshore;
- Fundo proprietário do Tayayá registrado em endereço de fachada;
- Declarações da cunhada de Toffoli de que desconhece que o marido seja proprietário do Tayayá ou que a sede do fundo seja a sua casa;
- Declarações de funcionários do Tayayá de que o ministro é tido como o verdadeiro dono do resort e mantém barco e casa de seu uso exclusivo no local;
- Registros de diárias de seus seguranças apontam que Toffoli passou pelo menos 168 dias no Tayayá, entre estes, 58 dias em sete viagens após o resort ter sido vendido a Paulo Humberto Barbosa, advogado da JBS.
Para a Transparência Internacional – Brasil “cabe agora a sociedade demandar que as autoridades competentes cumpram seu papel, diante deste caso que está afundando o tribunal constitucional brasileiro em sua mais grave crise”.
Como mostramos, Toffoli passou ao menos 168 dias no Resort Tayayá desde dezembro de 2022. Nessas viagens, as diárias dos seguranças do magistrado custaram 548,9 mil reais os cofres públicos.
Os dados das viagens de Toffoli ao resort foram levantados a partir das informações das diárias de segurança pagas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo. Normalmente o TRT-2 envia equipes de segurança para escoltar o ministro quando ele está no Tayayá.
Geralmente, o tribunal envia quatro ou cinco agentes para fazer a segurança do magistrado no resort. Quando a permanência dele no local passa de cinco dias, ocorre uma troca na turma de agentes.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
22.01.2026 11:04Sabe quando vai acontecer a investigação de um Ministro do STF, NUUUUNNCA, neste país governado por um “descondenado” ninguém do governo vai ousar incriminar um Ministro do Supremo. Já passou da hora do povo votar em plebiscito para nomear Ministros do Supremo.