Janaina fala em “ativismo woke” do MPF no caso Erika Hilton
Vereadora afirmou que Ministério Público age com motivação ideológica ao pedir condenação de Ratinho e SBT
A vereadora de São Paulo Janaina Paschoal criticou neste domingo, 15, a decisão do Ministério Público Federal (MPF) de pedir que o apresentador Ratinho e a emissora SBT sejam condenados a pagar R$ 10 milhões por falas consideradas transfóbicas sobre a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) na quarta, 11.
Na avaliação de Janaina, a eleição de Erika para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados “nem é o mais grave” do episódio. Segundo ela, o problema central seria a atuação do MPF, que, em sua visão, se tornou “braço mais forte do ativismo woke”.
“O mais grave nesse episódio da deputada Erika não está na eleição em si, nem no voto favorável do parlamentar pastor, que ilude seu eleitorado, nem na omissão das mulheres, que não apresentaram chapa alternativa, nem no discurso de ódio da Presidente eleita. O mais grave foi o fato de o Ministério Público Federal endossar uma pretensão absurda, baseada em fundamentos nada jurídicos! Este caso é apenas um de vários! O Ministério Público, talvez pela lavagem cerebral que ocorre nas boas universidades, virou o braço mais forte do ativismo woke! Os parlamentares federais precisam falar sobre isso e pensar uma legislação para aqueles que abusam de seu enorme poder”, escreveu no X.
Segundo Janaina, o PSOL “nada de braçada” no mundo do Direito.
“Eu não gostaria de ter que sugerir nada disso, mas são salários elevados, poder absoluto, para garantir, nos Tribunais, as teses que o PSOL não consegue aprovar nos Parlamentos brasileiros. Esse movimento vem se firmando há muito tempo, de forma absolutamente invisível à maior parte da população, que ainda tem a ilusão de que o mundo jurídico é “direitista e conservador”. Não confundam as roupas e as falas com conservadorismo. O PSOL nada de braçada no mundo do Direito, não por defender o que é Direito, mas pela ideologização construída por anos. Falo, com conhecimento de causa!”, finalizou.
Ratinho e Erika Hilton
Ao comentar sobre a escolha por Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara, o apresentador Ratinho, do SBT disse que, para ser mulher, “tem que ter útero”.
Em reação, a parlamentar entrou com um pedido junto ao Ministério das Comunicações para suspender por 30 dias o Programa do Ratinho.
A parlamentar também protocolou um pedido de investigação sobre o apresentador, no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Neste documento, ela solicita a prisão de Ratinho, que é pai do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
A deputada alega que as falas do apresentador se baseiam na “repetição de afirmações destinadas a negar a condição feminina da parlamentar e a sustentar que mulheres trans não poderiam ser consideradas mulheres” para participar de espaços institucionais voltados à defesa dos direitos das mulheres.
“As declarações proferidas pelo apresentador não se limitaram a uma crítica política ou a um debate institucional acerca da atuação da parlamentar, mas consistiram na negação explícita de sua identidade de gênero e na afirmação reiterada de que ela não seria uma mulher. Esse elemento constitui o núcleo da conduta aqui narrada e evidencia o caráter discriminatório do discurso proferido”, acrescentou.
Leia também: Comissão da mulher trans
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (4)
Neuman Maria Rezende Lima
15.03.2026 12:18Deveria representar as mulheres trans exclusivamente eis que têm problemas próprios e diferentes do complexo mundo da mulher biológica
Fátima Lopes
15.03.2026 11:45Perfeita análise
Gervino
15.03.2026 11:08Concordo plenamente co
Marcos
15.03.2026 10:36CORRETÍSSIMAS AS PALAVRAS DA NOBRE VEREADORA. ATINGIU O MEIO DO ALVO.