Justiça mantém prisão de delegada suspeita de ligação com o PCC
De acordo com MP, Layla Lima Ayub exercia irregularmente a advocacia e mantinha vínculo pessoal com integrantes da facção
A Justiça de São Paulo manteve neste sábado, 17, a prisão preventiva da delegada recém-empossada Layla Lima Ayub (foto), suspeita de manter vínculos com o PCC.
Segundo o Ministério Público, ela tinha relações pessoais e profissionais com integrantes da facção e teria atuado de forma irregular como advogada após tomar posse na Polícia Civil.
Layla foi presa na sexta-feira, 16, em uma pensão no bairro do Butantã, na zona oeste da capital paulista
Ela estava acompanhada de Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, condenado por integrar o PCC e em liberdade condicional. Os dois viviam no local havia pouco mais de um mês.
A delegada tomou posse em 19 de dezembro, ao lado de outros 523 aprovados em concurso. Antes havia passado pela investigação social — etapa eliminatória conduzida pela área de inteligência da polícia —, que não apontou impedimentos à sua nomeação.
As suspeitas só vieram à tona após a posse, quando a Corregedoria identificou sua atuação como advogada de faccionados.
Atuação irregular após a posse
Segundo a Promotoria, após tomar posse como delegada, Layla atuou como advogada em uma audiência de custódia, em 28 de dezembro, de quatro presos apontados como simpatizantes do Comando Vermelho em Marabá, no Pará.
Embora ela já tivesse solicitado o cancelamento de sua inscrição na OAB, o registro na subseção de Marabá seguia ativo. Antes de ingressar na Polícia Civil paulista, Layla atuava como advogada criminalista na cidade paraense, considerada um dos poucos redutos do PCC no estado.
As investigações indicam que Layla conheceu Dedel em 2023, em uma penitenciária de Marabá, onde ele cumpria pena.
Formalmente, ela ainda é casada com um delegado da Polícia Civil do Pará, mas teria se separado após iniciar o relacionamento.
A prisão, decretada pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens, tem prazo inicial de 30 dias, prorrogável por igual período.
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Comentários (1)
Pois é... É o crime organizado invadindo as organizações públicas.