Leite aposta no eleitor “isentão” para se destacar no PSD
Governador gaúcho defende candidatura capaz de dialogar com eleitores de direita e esquerda; partido ainda não definiu nome
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, afirmou em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira, 12, que sua candidatura à presidência se diferencia das demais por não estar vinculada a nenhum dos extremos da polarização política brasileira.
O pré-candidato pelo PSD argumentou que essa posição lhe permite alcançar um eleitorado mais amplo do que o de seus concorrentes dentro do próprio partido.
Leite disputa a indicação do PSD com Ratinho Júnior, governador do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. Os dois participaram de atos bolsonaristas em 2022 e demonstram proximidade com Flávio Bolsonaro (PL), chegando a antecipar apoio a ele num eventual segundo turno contra o PT. Leite, por sua vez, optou por não apoiar nem Lula nem Jair Bolsonaro naquele pleito.
Diferença de números e argumento do partido
Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana mostra Leite com 3% das intenções de voto para a presidência, contra 7% de Ratinho Júnior e 4% de Caiado. Lula (PT) aparece com 38% a 39%, e Flávio Bolsonaro (PL) com 32% a 34%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
O governador gaúcho minimizou a diferença numérica em relação aos colegas de partido: “Estatisticamente essa diferença não tem relevância, em primeiro lugar. A margem de erro da pesquisa aponta empate”.
Ele defendeu que a decisão do presidente do PSD, Gilberto Kassab, deve considerar outros fatores além dos números: “A decisão do partido deve recair sobre uma análise que envolve o faro político, que tem um grau de subjetividade, de quem é capaz de conversar com o espectro mais amplo do eleitorado”.
Nem lulismo, nem bolsonarismo
Leite identificou dois grupos que, segundo ele, não se sentem representados pelos nomes à frente nas pesquisas. De um lado, citou quem chama de esquerda não lulista – eleitores com preocupações sociais, de inclusão e diversidade. De outro, uma direita não bolsonarista, voltada a temas como segurança pública e liberdade econômica.
Para o governador, esses perfis não são inconciliáveis: “As duas coisas não são incompatíveis: é possível conciliar essas visões”. A aposta é que sua trajetória de distância dos dois campos lhe confira credibilidade junto a esses eleitores. “Eu procurei manter a minha coerência de quem não se sente representado nem por Lula, nem por Bolsonaro. E quero conversar com eleitores dos dois lados”, afirmou.
A definição do candidato do PSD à presidência ainda não tem data prevista. Kassab, que comanda o partido, não se pronunciou publicamente sobre os critérios que orientarão a escolha.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Rosa
12.03.2026 18:37Viva is isentões!!!
Melhor ser insentão q ser adorador de corrupto...