Letícia Barros na Crusoé: A arrogância fatal da esquerda
O que revolta é a tese de que o pobre só é virtuoso enquanto vota “certo”
A vitória de Flávio Bolsonaro, com 47% dos votos no primeiro turno, foi um balde de água fria para a esquerda.
Prova disso é o desespero do eleitorado de Lula nas redes sociais para convencer o público a votar no presidente.
Há quem diga que as estratégias de mobilização da esquerda, sejam orgânicas, sejam sistemáticas, estão fortes o suficiente para virar votos de indecisos.
E há aqueles que, assim como eu, acreditam que elas são a arma que irá assassinar o Partido dos Trabalhadores (PT) nas urnas.
Ao longo das últimas semanas, as redes sociais foram inundadas por cenários fictícios criados por apoiadores de Lula: campos de concentração para minorias, fim do voto feminino, fim do SUS e do Bolsa Família.
A estratégia terrorista teve o efeito contrário ao pretendido. As postagens viraram memes de todos os tipos e motivo de chacota, até mesmo entre aqueles que não se consideram “bolsonaristas”.
Como criança que jura haver um monstro debaixo da cama, a esquerda vive aterrorizada pelo “Bolsonaro hipotético”.
As eleições de 2026 escancararam algo que há muito tempo está no debate político e que a campanha apenas trouxe à superfície.
A esquerda vive num mundo de fantasia, em que detém o monopólio da bondade e da moral.
Quem discorda dela, por pouco que seja, é rebaixado ao pior da humanidade: fascista, nazista, egoísta, alienado.
O outro lado virou o inimigo que conspira contra os pobres, as mulheres, os pretos, os gays e todos os demais grupos que estão na categoria de oprimidos que ela mesma criou.
Dois termos frequentemente utilizados para desqualificar a escolha política de quem não pensa igual são “pobre de direita” e…
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Comentários (1)
Fátima Lopes
17.10.2026 09:07Parabéns pelo texto