Lógica de Carluxo tira João Campos e Gilberto Kassab das eleições
Legislação eleitoral não obriga dirigentes partidários a deixar funções para concorrer em outubro; nem mesmo presidentes de partidos
Ao tentar justificar a saída de Michelle Bolsonaro do PL Mulher, Carlos Bolsonaro– pré-candidato ao Senado por Santa Catarina -, declarou que a madrasta deixou o comando de uma entidade partidária para evitar “problemas” com a Justiça Eleitoral.
Na lógica Carluxiana, Michelle Bolsonaro deveria se desincompatibilizar antes de primeiro de julho para estar apta a concorrer às eleições.
“Hoje era o prazo final para a descompatibilização do vínculo de dirigente partidário e candidatura. Há diversos entendimentos desta linha de ação, de necessidade de firmar o ato ou não, contudo para evitar problemas abrimos mão do cargo, garantindo que todo o processo siga sem qualquer margem para interpretações da Justiça Eleitoral”, disse o ex-vereador.
“Seguimos fazendo o nosso trabalho com responsabilidade, jogando aberto, com transparência, sem artimanhas políticas e joguetes de interpretação para ludibriar inocentes”, acrescentou ele.
No entanto, o que ele não disse no post, é que a Justiça Eleitoral não obriga dirigente partidário a deixar a função para concorrer às eleições.
Somente neste ano, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, deve concorrer ao cargo de vice de Ronaldo Caiado; o ex-prefeito de Recife João Campos e presidente do PSB vai concorrer ao governo do Estado; o presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, vai concorrer ao cargo de deputado Federal; Rui Costa Pimenta, presidente do PCO – Partido da Causa Operária – é outro que vai disputar as eleições presidenciais e por aí vai.
Mais ataques a Michelle Bolsonaro
Como mostramos mais cedo, Carlos falou na primeira pessoa do plural, como se fosse ele a deixar um cargo, e não mencionou Michelle, mas sua publicação, pouco clara, como de costume, foi interpretada como uma menção à saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher, e se tornou mais um motivo para ataques.
Michelle alegou que deixou o comando do PL Mulher para cuidar de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, e da filha Laura. Diante da hipótese levantada por seu enteado, os apoiadores do ex-presidente intensificaram as críticas à ex-primeira-dama, sob a interpretação de que ela se fez de vítima ao deixar o posto, quando na verdade isso se tratava de uma mera formalidade.
O problema é que Michelle não precisaria deixar o PL Mulher para se candidatar.
O prefeito do Recife, João Campos, preside o PSB e é pré-candidato ao governo de Pernambuco. Outro caso: presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab é cotado para compor chapa à Presidência da República com Ronaldo Caiado (PSD), e segue comandando a legenda.
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Comentários (1)
Aldo
01.07.2026 18:54Dos Bolsonaro (incluindo o ex-presidente), o único em evidência e aparentemente normal é o Flávio. O mais novo nem sei dizer, é totalmente sumido, parece que até da câmara de vereadores de Balneário Camboriú - SC.