Lula diz que não queria ser candidato
Em entrevista, o petista afirmou que não pode deixar a "extrema-direita voltar" ao poder
O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira, 30, que “não queria ser candidato” novamente à Presidência da República, mas decidiu buscar a reeleição para impedir o retorno da “extrema-direita” ao poder.
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista disse que preferir descansar com a “Janjinha”, em referência à primeira-dama, Janja da Silva.
“Você acha que eu estou sendo candidato porque eu queria ser? Eu tenho 80 anos, cara. Meu desejo era descansar com minha namorada, com minha Janjinha, mas não vou deixar a extrema-direita voltar. Hoje não tem ninguém capaz de derrotar essa gente.”
“Eu tinha vontade de tirar longas férias com ela. Mas eu não vou largar esse país na mão dessa gente. Me preparo para isso. Hoje, fisicamente, estou melhor do que quando ganhei a minha eleição.”
Lulinha inocente?
Na entrevista, o petista afirmou que o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não receberá tratamento privilegiado caso venha a ser responsabilizado.
Segundo Lula, o filho “jura todo dia” que é inocente.
“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Como eu. Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei para um delegado e juiz fazer algo. Se ele fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Ele sabe o que é um pai e cinco filhos ver chamado de ladrão. Ele jura para mim e eu acredito nele. Ele jura todo dia. Se ele for julgado, ele virá para cá. Ele vai ter que provar que é inocente. E se for culpado, vai ter que pagar.”
“Esse meu filho desde 2006 vem sendo atacado para me atacar. Dizem que ele era dono de todos os gados da Friboi, da JBS, de carro de ouro.”
Mendonça autoriza investigação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizo a Polícia Federal (PF) a investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência.
A PF busca apurar se Lulinha interferiu junto ao Ministério da Saúde no processo de liberação para venda de cannabis medicinal, com possível uso de contatos dentro do gabinete presidencial.
Conhecido como Lulinha, o empresário já figurava como investigado em outro inquérito, relacionado a fraudes nos descontos aplicados a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desta vez, porém, a PF percorreu um caminho distinto, associando o nome dele a articulações junto a servidores da pasta da Saúde.
A representação enviada ao STF, com 34 páginas, aponta que Fábio Luís teria agido em benefício próprio dentro da estrutura do governo federal. Segundo o texto enviado à Corte, ele contou com a colaboração da empresária Roberta Luchsinger e do lobista Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.
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Comentários (2)
Ita
31.07.2026 11:35corrigindo: ....mentira deslavada...
Ita
31.07.2026 11:34Mentira lavada. Não quer largar o osso aliás, nunca quis e é tanto que nunca permitiu surgir novas lideranças dentro da esquerda.