Lula “enfrentou a prisão injusta com dignidade e altivez”, diz Gleisi
Ex-ministra afirmou que Flávio e Bolsonaro confrontaram o STF com carta
A ex-ministra Gleisi Hoffmann (foto) elogiou nesta segunda-feira, 13, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
Segundo Gleisi, a carta de Bolsonaro divulgada por Flávio foi “uma provocação deliberada” à medida cautelar imposta pelo Supremo.
“A carta de Bolsonaro lida pelo Flávio foi uma provocação deliberada contra a medida cautelar do Supremo que concedeu prisão domiciliar a ele”, escreveu no X.
A ex-ministra afirmou ainda que a família Bolsonaro sabia que a divulgação da carta era ilegal e a fez para confrontar a decisão judicial.
“Sabiam que era ilegal. Fizeram para confrontar. Assim como as armas que não poderia ter e a tornozeleira que tentou arrebentar”, disse.
Na sequência, Gleisi elogiou a decisão de Moraes de restringir as visitas ao ex-presidente.
“Boa a medida de Alexandre de Moraes que suspendeu as visitas ao golpista. Ele que se comporte, ou que volte para a Papuda”, afirmou.
A ex-ministra também comparou a situação de Bolsonaro à do presidente Lula durante o período em que esteve preso.
“Em tempo: Lula não tinha nenhuma medida cautelar a seu favor. Enfrentou a prisão injusta com dignidade e altivez”, concluiu.
Propaganda eleitoral antecipada?
Como mostramos mais cedo, além de suspender as visitas de Flávio a Jair até as eleições, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente esclareça, em 48 horas, se ele tinha conhecimento de que uma carta escrita durante a prisão domiciliar seria divulgada nas redes sociais do filho.
No despacho, Moraes encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual prática de propaganda eleitoral antecipada.
Segundo o ministro, Flávio utilizou o benefício de visita a Bolsonaro para obter um documento que tinha como finalidade exclusiva ser divulgado nas redes sociais, o que burlaria a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais, direta ou indiretamente.
“O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa em 2019, e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais”, disse Marinho sobre a decisão de Moraes.
“Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento”, acrescentou o parlamentar, que concluiu.
“Calar um preso dessa maneira é inconstitucional e representa a retomada de práticas próprias de regimes autoritários. Calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa”.
Leia mais: Flávio acusa Moraes de tentar “interferir nas eleições”
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Comentários (2)
Annie
14.07.2026 08:24E a certeza que o STF ia dar um jeito
Marian
13.07.2026 22:45E mais de 572 visitas recebidas em seis meses na cadeia, devem ter ajudado a "anima" e as tratativas para a eleição, não é?