Lula faz o diabo e consegue, nas pesquisas, colar em Flávio Bolsonaro
O pacote de bondades do governo Lula chega a aproximadamente 400 bilhões de reais. E essa conta será paga apenas pelo próximo governo
Em 2013, então presidente Dilma Rousseff afirmou em alto e bom som que o PT poderia fazer ‘o diabo’ para vencer uma eleição. O tempo passou; o mantra ficou. A reta final da eleição presidencial foi marcada por uma sequência de anúncios do governo Lula com impacto potencial sobre trabalhadores, beneficiários de programas sociais, microempreendedores, consumidores e usuários do transporte público.
O pacote de bondades do governo Lula chega a aproximadamente 400 bilhões de reais. E essa conta será paga apenas pelo próximo governo: ou do próprio petista ou de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL). O resultado apareceu nas principais pesquisas de intenção de voto. Se, no início do segundo turno, Flávio chegou a ter seis pontos de vantagem para Lula agora os dois estão em empate técnico, embora o senador numericamente ainda esteja à frente.
Desde agosto, o governo apresentou ou colocou em tramitação medidas que incluem reajuste do Bolsa Família, mudanças nas regras do microempreendedor individual (MEI), perdão de dívidas, alterações na jornada de trabalho, propostas para transporte gratuito aos fins de semana e ampliação de programas de transferência de renda e apoio a estudantes.
O ritmo de anúncios aumentou nas semanas que antecederam a votação de 25 de outubro. O presidente terminou o primeiro turno pouco mais de 2 milhões de votos do adversário e passou a concentrar parte da campanha na apresentação de medidas com efeitos diretos ou potenciais sobre a renda e as despesas da população.
Reajuste Bolsa Família às vésperas das eleições
Uma das principais medidas anunciadas antes do primeiro turno foi o reajuste do Bolsa Família.
Em setembro, o governo determinou aumento de 15,04% nos valores do programa. Nesta semana, o reajuste passou a vigorar e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) decidiu unificar o calendário de pagamentos do programa.
Em 21 de outubro, Lula sancionou uma lei que perdoa dívidas tributárias de MEIs. Segundo o governo, cerca de 4 milhões de empreendedores serão beneficiados, com débitos estimados em aproximadamente 15 bilhões de reais. A lei entra em vigor em janeiro de 2027.
A legislação também amplia o limite de faturamento anual do MEI, que passará de 81 mil reais para 110 mil reais em 2027 e 140 mil reais em 2028. A regra permite ainda que o microempreendedor tenha até dois empregados.
E a terceira maior agenda de Lula nessa reta final de campanha foi a aprovação da PEC que acabou com o fim da escala 6×1. A proposta prevê redução da jornada semanal para 40 horas, mas somente deve ser sentida pelo trabalhador no final do ano, quando termina a primeira etapa de vigência da nova norma.
Outro anúncio feito na reta final foi a proposta de tarifa zero no transporte público aos sábados e domingos.
Lula encaminhou ao Congresso uma PEC que prevê o uso de quase 27% das emendas parlamentares para ajudar a financiar a gratuidade. O governo estima que o mecanismo possa mobilizar cerca de 12 bilhões de reais no Orçamento de 2027.
A proposta ainda depende de aprovação do Congresso e, portanto, não representa um benefício imediatamente disponível aos usuários.
Em 2013, Dilma já falava em fazer o diabo para vencer uma eleição. Dilma é criatura de Lula. Agora, o criador repete o mesmo modus operandi. Se dará certo, ou não, as urnas dirão neste domingo.
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Comentários (1)
Marian
25.10.2026 08:16Concluímos que o que importa não é o país, é o poder. Todas essas medidas, nos colocaram um peso de 350bi nas costas.