Lulistas vão ao STF para impedir que Flávio Bolsonaro fuja do Brasil
Após ter sido derrotado por Lula, Flávio foi aconselhado por pessoas próximas a deixar o Brasil frente a uma eventual retaliação de integrantes do STF
O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) e a deputada Duda Salabert (PDT-MG) ingressaram com petições ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na disputa pela Presidência da República.
“O próximo passo desse bandido é tentar fugir do Brasil para não enfrentar os vários inquéritos em seu nome. Precisa ser preso logo. Não podemos permitir que ele se junte ao irmão nos EUA para tramar contra a soberania nacional”, declarou a deputada Duda Salabert.
Após ter sido derrotado por Lula, Flávio foi aconselhado por pessoas próximas a deixar o Brasil frente a uma eventual retaliação de integrantes da Suprema Corte, como o próprio ministro Alexandre de Moraes. Essa possibilidade foi discutida durante conversa entre Flávio e seu correligionários após ele perder as eleições deste domingo.
Hoje, Flávio é formalmente investigado em dois inquéritos no Supremo. Um deles trata do financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, e envolve recursos negociados com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O segundo apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas à relação do senador com o advogado Willer Tomaz. Há ainda outro procedimento, relacionado a uma acusação de calúnia contra Lula, que já teve relatório da Polícia Federal e aguarda os próximos passos no Supremo.
O imbróglio de Flávio no caso “Dark Horse”
A investigação que mais diretamente acompanha Flávio na atual campanha é a relacionada ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça em julho, depois de pedido da Polícia Federal. A investigação apura possível prática de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da produção.
Segundo documentos tornados públicos pelo STF, a PF identificou Flávio como interlocutor direto de Daniel Vorcaro nas negociações para financiar o filme. Os investigadores encontraram mensagens, reuniões e cobranças relacionadas aos pagamentos.
A PF apura uma negociação de cerca de US$ 24 milhões para a produção. Pelo menos US$ 12,3 milhões teriam sido efetivamente pagos.
Os rolos de Flávio com Willer Tomaz
A segunda investigação formal atualmente no STF surgiu a partir de uma apuração sobre o advogado Willer Tomaz.
A Polícia Federal identificou, durante uma investigação relacionada a plataformas de pagamento e apostas, elementos sobre a relação de Tomaz com Flávio.
O advogado é investigado em outro contexto por suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos. Na análise de dados obtidos pela PF, surgiram registros de encontros, viagens e relações financeiras entre os dois.
Um dos elementos apontados pelos investigadores envolve uma conta da empresa Alcazar Holding, ligada a Tomaz, na qual Flávio teria aparecido como usuário com acesso operacional.
A PF também identificou viagens do senador à Europa pagas por uma empresa relacionada ao advogado e registros de encontros entre os dois.
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Comentários (2)
Marian
26.10.2026 10:13Essa é a aquela gente do amor. Será bom para o país, ter mais um preso político escancarado para o mundo e negócios?
Gente desprovida de bom caráter... O q mais gostam de fazer é perseguir...