MC Ryan SP é apontado como chefe de esquema ligado ao tráfico internacional
Valores lavados podem chegar a R$ 1,6 bilhão, com uso de criptomoedas e bens de luxo
O influenciador digital e cantor Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP (foto), foi apontado como chefe de um grupo que utilizava o lucro com o tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína em um esquema de lavagem de dinheiro.
Ryan foi preso nesta quarta-feira, 15, no âmbito da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores mediante criptoativos no Brasil e no exterior.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos de origem ilícita. Os valores lavados teriam alcançado R$ 1,6 bilhão em um período de dois anos.
Ryan teria estruturado mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias a familiares e pessoas interpostas, utilizando operadores financeiros para distanciar o capital ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal “mediante aquisição de imóveis, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor”.
Com base nos indícios, a 5ª Vara Federal de Santos determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 1,6 bilhão.
Poze e Choquei
Além de Ryan, também estavam envolvidos Marlon Brendon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, o empresário influenciador Chrystian Mateus Dias Ramos, conhecido como Chrys Dias e Raphael Sousa, criador da página “Choquei”.
Segundo as investigações, Chrys atuava como um financiador relevante do sistema.
“Ao transferir recursos provenientes de rifas digitais para empresas ligadas a Ryan, Raphael é apontado como operador de mídia da organização, recebendo altos valores diretamente de Ryan”.
Operação Narco Fluxo
Mais de 200 policiais federais foram às ruas em oito estados –São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás– e no Distrito Federal para cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP).
Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, a fim de interromper as atividades ilícitas e de preservar ativos para eventual ressarcimento.
O volume financeiro movimentado pelo grupo investigado ultrapassa a marca de 1,6 bilhão de reais.
A PF apreendeu veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.
Os policiais também encontraram armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas.
Em nota, as defesas de Poze do Rodo e Ryan SP afirmaram desconhecer os autos e o teor dos mandados de prisão.
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Comentários (1)
Pode por na cadeia todos esses funkeiros que usam aqueles “colares” cafonas de ouro. Todos!!!! Sem exceção, fazem parte do narcotráfico.